Chega ao fim ataques de Israel ao povo palestino em Gaza, anuncia Hamás

Grupo declara cessar-fogo e Trump celebra avanço do plano de paz que prevê troca de reféns por prisioneiros palestinos

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 09/10/2025 às 15:09 | Atualizado em: 09/10/2025 às 15:09

Um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza foi anunciado nesta quinta-feira (9 de outubro). Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do Hamas e negociador-chefe do grupo, declarou “o fim da guerra com Israel”.

Segundo ele, o movimento recebeu garantias de um cessar-fogo permanente dos Estados Unidos e de mediadores árabes. O anúncio ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter divulgado que as negociações haviam chegado a um consenso.

Trump aproveitou o momento para reforçar sua imagem de pacificador, a poucas semanas da divulgação do Prêmio Nobel da Paz, para o qual foi indicado por Benjamin Netanyahu. O republicano se antecipou aos demais líderes e afirmou que o acordo representa “os primeiros passos para a paz”.

Primeira fase do acordo e pressão interna

Segundo o presidente estadunidense, o acordo prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, além do recuo gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

A expectativa é que todos os reféns vivos sejam libertados até segunda-feira (13). Também está prevista a ampliação da ajuda humanitária, com envio de alimentos, água e medicamentos ao território palestino.

Contudo, apesar do tom de celebração, a aprovação do acordo dentro de Israel enfrenta resistência de setores da extrema direita que ameaçam romper com o governo de Benjamin Netanyahu.

Mesmo sob pressão, Netanyahu saudou o tratado. Em uma publicação nas redes sociais, ele classificou o cessar-fogo como “um grande dia para Israel” e “uma vitória moral e diplomática”.

O Hamas, por sua vez, agradeceu o papel de mediação do Catar, Egito e Turquia. Em nota, o grupo reforçou seu compromisso com a causa palestina:

“Os sacrifícios do nosso povo não serão em vão. Permaneceremos fiéis à nossa promessa até alcançar liberdade, independência e autodeterminação”.

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Foto: Divulgação