Quais deputados do Amazonas votaram contra taxar bancos e bets?
Com a derrubada da MP, o governo estima perda de arrecadação de ao menos R$ 17 bilhões para 2026
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 09/10/2025 às 09:19 | Atualizado em: 09/10/2025 às 09:19
A medida provisória (MP) 1303/25, que previa o aumento da arrecadação federal com a taxação de bancos e casas de apostas esportivas, perdeu validade na noite de quarta-feira (8).
Entre os oito deputados federais do Amazonas, três votaram contra a medida, alinhando-se ao movimento que derrubou a proposta: Capitão Alberto Neto (PL), Fausto Júnior (União Brasil) e Pauderney Avelino (União Brasil).
Os demais parlamentares amazonenses votaram a favor da manutenção da MP, apoiando o governo federal: Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Sidney Leite (PSD), Átila Lins (PSD) e Silas Câmara (Republicanos).
O pedido de retirada da MP foi aprovado por 251 votos a favor e 193 contrários, fazendo com que o texto caducasse à meia-noite.
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O que de fato ocorreu
A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de retirada de pauta para a MP 1.303/2025 — também chamada de “MP da Taxação” ou “MP do IOF alternativo”.
Retirar de pauta significa que a proposta não será mais discutida ou votada naquele momento — ela é suspensa da agenda.
Como a MP precisava ser aprovada até aquele dia para não perder validade, essa retirada de pauta faz com que ela caduque automaticamente — ou seja, perca sua vigência legal.
Essa medida era considerada estratégica para o governo equilibrar as contas de 2026, compensar perda de arrecadação etc.
Logo, a Câmara decidiu não aprovar — de forma indireta — a proposta do governo, o que implica que ele não conseguiu impor sua agenda naquele ponto legislativo.
Fotomontagem: BNC Amazonas
