Maior apreensão de ouro ilegal revela rede criminosa no Amazonas

Desmonte do esquema milionário de garimpo ilegal reforça defesa da Amazônia antes da COP-30

Publicado em: 07/10/2025 às 21:38 | Atualizado em: 07/10/2025 às 22:24

O Ministério Público Federal (MPF) obteve condenações relacionadas à maior apreensão de ouro extraído de garimpo ilegal já registrada no Amazonas.

O caso, investigado pela Operação Pronta Resposta, resultou na recuperação de 47 quilos de ouro, avaliados em R$ 18,8 milhões, transportados sem autorização em um avião que partiu de Itaituba (PA) para Manaus.

A investigação teve início após uma tentativa de assalto ao transporte do ouro em plena luz do dia, na Zona Norte de Manaus.

O episódio revelou o envolvimento de uma rede criminosa ligada à mineração ilegal e à violência urbana.

Dois homens foram presos no local, e outras duas pessoas foram condenadas por participação na tentativa de roubo e no transporte do minério.

Segundo o MPF, o ouro tinha origem em garimpos clandestinos, com impactos como desmatamento, contaminação de rios por mercúrio e invasão de áreas protegidas.

A Justiça também fixou indenização por danos morais coletivos, reconhecendo a gravidade dos prejuízos ambientais e sociais.

O procurador da República André Porreca, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacou que a decisão representa “um passo importante na desarticulação financeira e penal das organizações criminosas que exploram ilegalmente os recursos da Amazônia”.

A Operação Pronta Resposta segue em andamento, com novas investigações sobre lavagem de dinheiro e crimes ambientais.

A ação integra a campanha “MPF: Guardião do Futuro, Protetor de Direitos”, que divulga, até a COP-30, reportagens sobre a atuação do órgão na defesa ambiental e dos direitos humanos.

Com informações do MPF

Foto: divulgação/MPF