Facção no Amazonas pagava traficantes colombianos por meio de fintech

Operação da PF desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro com uso de criptoativos e empresas de fachada

Tabela da morte: deputado, R$ 100 mil; senador, 150; e ministro do STF, 250

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 06/10/2025 às 14:00 | Atualizado em: 06/10/2025 às 14:00

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (6 de outubro) a Operação Xeque Mate para desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV) no Amazonas.

As investigações apontam que a facção utilizava criptoativos para pagar traficantes colombianos responsáveis pelo envio de drogas ao estado. Três pessoas foram presas durante a ação, realizada no Amazonas e em São Paulo.

De acordo com a PF, o grupo operava um sofisticado esquema financeiro, com uso de empresas de fachada e estruturas paralelas de pagamento. Um dos eixos da operação era uma fintech chamada “Carto”, nome que faz alusão à palavra cartel.

O superintendente da PF no Amazonas, João Paulo Garrido Pimentel, explicou que os pagamentos eram feitos com criptoativos, ativos digitais baseados em tecnologia blockchain, como criptomoedas e tokens, controlados por integrantes ligados à fintech. As transações eram feitas por aplicativos, o que dificultava o rastreamento pelos bancos tradicionais.

Entre os presos estão integrantes que ocupavam posições estratégicas na estrutura financeira da facção, incluindo a esposa do chefe do Comando Vermelho no Amazonas, na casa de quem foram apreendidos bens de luxo. A Justiça determinou o sequestro de bens avaliados em R$ 122 milhões.

Segundo a PF, o líder do grupo usava documentos falsos para viajar ao exterior e atualmente estaria refugiado na Colômbia, de onde comandava as operações.

Saiba mais em G1.

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Foto: divulgação/PF