Alckmin busca saída para não agravar produção de ar-condicionado na ZFM
O presidente da Fieam, Antônio Silva, cobrou do vice-presidente uma solução para o problema
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 30/09/2025 às 21:04 | Atualizado em: 30/09/2025 às 21:22
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, cobrou do vice-presidente, Geraldo Alckmin, uma solução para resolver o problema da falta de compressores para a fabricação de ar-condicionado na Zona Franca de Manaus (ZFM).
O encontro do presidente da Fieam com o vice-presidente, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ocorreu nesta terça-feira (30 de setembro) durante a reunião da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
O presidente da Eletros (Associação Nacional das Indústrias Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Jorge Nascimento Júnior, acompanhou a reunião.
“Não podemos aceitar que um setor inteiro fabricante de ar-condicionado fique refém da incapacidade de um único fornecedor de compressores. O Amazonas e o Brasil precisam de uma política industrial que assegure competitividade, previsibilidade e condições reais de produção. Essa é a voz da indústria amazonense que levamos hoje ao vice-presidente Geraldo Alckmin”, afirma Antônio Silva.
Alckmin prometeu buscar uma solução imediata, pois considera a situação grave envolvendo o segundo maior polo produtor de ar-condicionado do mundo.
“O pleito da indústria é claro e retrata que não haja obrigatoriedade de aquisição de compressores nacionais. Caso o governo insista na exigência, que o percentual seja compatível com a real capacidade de produção da fornecedora”, diz o presidente da Eletros.
De acordo com ele, o setor defende a manutenção do patamar estabelecido em 2024, com aumento progressivo apenas se comprovada a plena capacidade de fornecimento da fabricante nacional de compressores.
“A Eletros solicitou a alteração do PPB em março. Em agosto, a Suframa apresentou uma proposta que foi assinada por todos os fabricantes de ar-condicionado em apoio. Basta o ministério acatar esse pedido da Suframa que todo o setor de ar-condicionado é atendido”, explica Jorge Nascimento.
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Problema
O Processo Produtivo Básico (PPB) obriga as indústrias locais a adquirir compressores fabricados no Brasil.
A única fabricante instalada no país não consegue atender a demanda. Essa situação gerou problemas como o descumprimento do PPB, demissões, suspensão de fabricação e paralisação de novas contratações.
Isso porque as empresas se veem obrigadas a produzir dentro da capacidade de atendimento da fabricante.
A consulta pública encerrada na semana passada propõe a prorrogação dessa obrigação para 2026, acumulando exigências não cumpridas em 2024 e 2025.
“É a segunda vez que o ministério altera as regras em função da incapacidade da fornecedora, o que gera insegurança jurídica, imprevisibilidade e prejudica toda a cadeia de suprimentos, já que os demais componentes não recebem o mesmo tratamento obrigatório na política industrial”, diz o presidente da Eletros.
Foto: Divulgação
