Na volta do anzol, Moro vai ser julgado por ex-advogado de Lula

Ex-juiz e senador bolsonarista será julgado por calúnia contra ministro do STF

Publicado em: 24/09/2025 às 21:40 | Atualizado em: 24/09/2025 às 21:48

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula da Silva (PT), começa a julgar em 3 de outubro os embargos apresentados pelo senador Sergio Moro (União Brasil) em ação penal por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. A relatoria é da ministra Cármen Lúcia, em sessão virtual.

O processo decorre de declaração feita por Moro em 2022, quando insinuou que Mendes “vende habeas corpus”.

Hoje, ocupando cadeira no Senado, o ex-juiz conduziu ação penal que culminou na condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro referente ao triplex em Guarujá (SP). Caso em que foi reconhecida a parcialidade de Moro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o senador de calúnia, rejeitou acordo de não persecução penal e sustenta que a fala teve repercussão nacional já durante o exercício do mandato, o que justifica a competência do STF.

No entanto, Moro afirma que a frase foi dita em tom de brincadeira durante uma festa junina, antes de assumir o cargo, e alega ter se retratado. A PGR, porém, considera que a retratação não foi completa.

O colegiado presidido por Zanin transmitirá o comando da turma a Flávio Dino dois dias antes do julgamento. Também integram o grupo Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

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Fotos: Gustavo Moreno e Marcos Oliveira