Eduardo Bolsonaro dá calote de R$ 13,9 mil e nome fica sujo no ‘SPC’ da Câmara

Caso é investigado pelo Tribunal de Conas da União (TCU) e Conselho de Ética da Casa.

Publicado em: 24/09/2025 às 19:35 | Atualizado em: 24/09/2025 às 19:36

A Câmara dos Deputados informou que está em trâmite a inclusão do nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), uma espécie de “SPC”. O motivo é o não pagamento de uma dívida de R$ 13.941,40 referente a ausências não justificadas em sessões do mês de março.

Segundo a Câmara, após a inscrição no Cadin, o caso será encaminhado para a Dívida Ativa da União (DAU). O boleto com a cobrança foi emitido em 13 de agosto e entregue no gabinete do parlamentar, mas não foi quitado até o vencimento, em 12 de setembro.

As informações foram reveladas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão. Procurado, o deputado não respondeu.

As ausências ocorreram quando Eduardo já estava nos Estados Unidos, antes de formalizar licença não remunerada do mandato. O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que a Câmara investigasse o uso de recursos públicos durante sua estadia no exterior.

De acordo com registros da própria Câmara, Eduardo acumulou 25 faltas não justificadas até agora, o que representa 62,5% das sessões deliberativas.

Leia mais

Câmara, até que enfim, abre processo que pode cassar Eduardo Bolsonaro

Na terça-feira (23/9), o Conselho de Ética abriu processo que pode levar à cassação de seu mandato. No mesmo dia, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a tentativa da oposição de nomear Eduardo como líder da Minoria, alegando que a ausência do parlamentar do território nacional é incompatível com o exercício da função.

Leia mais no Estadão

Foto: reprodução/redes sociais