Justiça do Amazonas anula processo contra mãe, irmão e namorado de Djidja

Decisão reconhece falha processual e pede o retorno do caso à primeira instância

Publicado em: 22/09/2025 às 19:12 | Atualizado em: 22/09/2025 às 19:27

A Justiça do Amazonas anulou nesta segunda-feira (22) o processo contra os réus envolvidos na morte da empresária e ex-sinhazinha do boi Garantido, Djidja Cardoso.

A decisão foi tomada após o Ministério Público reconhecer falha processual e pedir o retorno do caso à primeira instância.

O MP apontou cerceamento de defesa, já que os advogados não tiveram acesso prévio a laudos periciais incluídos antes da sentença.

Apesar da anulação parcial, o pedido de liberdade dos acusados foi negado, e a defesa anunciou que ingressará com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em dezembro de 2024, sete réus haviam sido condenados por tráfico e associação para o tráfico, com penas de 10 anos, 11 meses e 8 dias cada. Entre eles estão a mãe de Djidja, Cleusimar Cardoso, o irmão, Ademar Farias, além de um coach, o dono e o sócio de uma clínica veterinária, a gerente de salões da família e o ex-namorado da empresária. Outros três acusados foram absolvidos por falta de provas.

Segundo as investigações, a família liderava o grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, que utilizava cetamina em rituais. A droga teria sido introduzida por Ademar após contato com o entorpecente em Londres.

O grupo acreditava em uma narrativa mística em que Ademar seria Jesus Cristo, Cleusimar seria Maria e Djidja, Maria Madalena.

Djidja foi encontrada morta em 28 de maio de 2024. O laudo preliminar do IML apontou edema cerebral como causa do óbito, com suspeita de overdose de cetamina.

Leia mais no G1.

Foto: reprodução/redes sociais