Paulista volta a ser palco da resistência democrática

Multidão ocupou a Avenida Paulista contra a PEC da blindagem e a anistia a Bolsonaro, reforçando o papel histórico de São Paulo nas lutas políticas.

Por Aldenor Ferreira e Vinícius Boniolo, enviados especiais a SP

Publicado em: 21/09/2025 às 19:00 | Atualizado em: 22/09/2025 às 12:28

O paulistano de bem não apoia as manobras em curso no Congresso Nacional para anistiar Jair Bolsonaro tampouco a chamada PEC da blindagem. A proposta pretende reduzir a capacidade de investigação e punição de crimes cometidos por agentes públicos.

Essa foi a mensagem mais forte do ato realizado neste 21 de setembro, na Avenida Paulista, coração político e cultural da capital.

São Paulo na história das grandes manifestações

São Paulo tem papel histórico na vida política nacional. Foi na capital paulista que multidões se ergueram em momentos decisivos, da resistência à ditadura militar às Diretas Já, passando pelos protestos que marcaram a redemocratização. Essa tradição de luta se atualiza cada vez que a população ocupa as ruas para se opor a retrocessos.

Neste domingo, a cena se repetiu. Faixas, bandeiras e palavras de ordem deixaram claro que a sociedade civil organizada e setores progressistas não aceitarão a tentativa de reescrever a história recente em favor do bolsonarismo.

Artistas e políticos na Paulista

Para animar o público presente em prol das reivindicações, artistas da velha e nova guarda: Nando Reis, Marina Lima, Leoni, Otto, João Suplicy e Jota.Pê.

Entre os políticos, representantes do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), como Erika Hilton, Sâmia Bonfim, Guilherme Boulos e a correligionária Luíza Erundina, além de Tabata Amaral (PSD). Também marcaram presença Arlindo Chinaglia, do PT e o padre Júlio Lancelloti.

Além disso, os protestos deste 21 de setembro não se limitaram a São Paulo: foram gigantescos em diversas capitais e cidades do interior, evidenciando que a esquerda voltou às ruas. E São Paulo, capital, não poderia renegar sua própria história — de estar, sempre, na vanguarda da resistência democrática.

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Foto: Aldenor Ferreira/especial para o BNC Amazonas