Antônio Silva envia réplica da CNI contra acusações dos EUA ao Brasil

Documento assinado pelo presidente da Fieam e CNI comprova arcabouço legal robusto e tarifas vantajosas a importações americanas

CNI atualiza projeção de impacto da tarifa dos EUA na ZFM

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 11/09/2025 às 16:34 | Atualizado em: 11/09/2025 às 16:42

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sua réplica no processo da Seção 301, que investiga práticas comerciais e trabalhistas do Brasil.

O documento é assinado pelo presidente da CNI e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, que assume o comando da maior entidade representativa da indústria brasileira pela terceira vez.

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Tarifas mais baixas

A CNI apresentou dados oficiais da Receita Federal mostrando que os bens importados dos Estados Unidos já são beneficiados com tarifas efetivas inferiores à média global.

Entre 2018 e 2024, a alíquota caiu de 3,7% para 2,7%, com mais de 70% das exportações norte-americanas para o Brasil livres de impostos em 2023.

Isso ocorre graças a regimes como o Ex-Tarifário, Recof, Recof-sped e Repetro, aplicados de forma não discriminatória, mas que favorecem produtos de alta tecnologia dos EUA.

“As exportações americanas ao Brasil já têm tratamento tarifário vantajoso, reflexo da integração entre cadeias produtivas dos dois países”, diz trecho da réplica da CNI.

Defesa contra acusações trabalhistas

Outro ponto central do documento é a contestação das críticas sobre trabalho infantil e forçado no Brasil.

A CNI lembrou que o país foi reconhecido como País Pioneiro pela Aliança 8.7 e apontado pela OIT como referência no combate ao trabalho escravo.

O Brasil ratificou todas as convenções internacionais da OIT sobre o tema, mantém planos nacionais de erradicação e atualiza a chamada “lista suja”, que expõe empregadores flagrados nessas práticas.

“O Brasil possui um dos arcabouços legais mais avançados do mundo contra o trabalho forçado e infantil”, destaca Silva no documento.

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Relação bilateral em risco

A CNI alertou que eventuais medidas restritivas impostas pelo USTR poderiam fragilizar a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos, considerada “mutuamente benéfica”.

“Impor tarifas seria colocar em risco uma parceria consolidada e vital para o desenvolvimento econômico dos dois países” , diz o documento.

Baixe o documento na íntegra:

Foto: Reprodução