Chegou a hora de Fux diante do plano de Bolsonaro de matar Moraes, Lula e Alckmin
Ministro do STF deve apresentar voto nesta quarta-feira e pode abrir divergência no julgamento da trama golpista.
Publicado em: 10/09/2025 às 08:24 | Atualizado em: 10/09/2025 às 08:27
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quarta-feira (10), o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado. A análise volta com o voto do ministro Luiz Fux, apontado como peça-chave do processo.
O relator, Alexandre de Moraes, já votou pela condenação do grupo, seguido por Flávio Dino. Agora, a expectativa recai sobre Fux, que em sessões anteriores indicou divergências quanto à tramitação do caso na Primeira Turma.
Caso condenem Bolsonaro, a pena mínima será de 12 anos, podendo chegar a 43 anos. Além disso, o tribunal deve divulgar a decisão final até sexta-feira (12), quando também definirá a dosimetria das penas.
Nos últimos meses, Fux acumulou votos contrários à maioria em processos ligados ao 8 de Janeiro, por exemplo, ao questionar tornozeleira eletrônica para Bolsonaro e ao propor penas menores para os envolvidos. Isso, por sua vez, alimenta a esperança das defesas de que ele abra dissidência no julgamento mais emblemático.
A denúncia contra Bolsonaro aponta que a conspiração golpista previa não apenas anular a eleição de 2022, mas também prender e até assassinar autoridades como Moraes, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin. Dessa forma, o voto de Fux ganhou ainda mais peso diante da gravidade dos fatos expostos.
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Foto: Carlos Moura/SCO/STF
