Cúpula de PP e União Brasil anuncia saída ‘mais ou menos’ do governo Lula
Partidos escolhem defender anistia para os crimes de Bolsonaro e os golpistas da democracia
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/09/2025 às 15:57 | Atualizado em: 02/09/2025 às 15:57
A federação União Progressista, que reúne o PP e o União Brasil, decidiu nesta terça-feira (2 de setembro) que seus filiados deverão se desligar do governo Lula (PT). A medida implica a saída dos ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo) até o fim do mês, assim como de indicados em cargos federais nos estados.
No entanto, a decisão não foi total. Isso porque os partidos optaram por preservar posições estratégicas na Esplanada.
Dessa forma, Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) devem permanecer nos cargos, já que são apadrinhados pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Além disso, o PP seguirá no comando da Caixa Econômica Federal, com Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira (PP-AL).
Ao mesmo tempo em que anunciaram a saída, PP e União Brasil também confirmaram apoio a um projeto de anistia que beneficia Jair Bolsonaro (PL) e os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro.
A decisão foi tomada poucos dias após Lula cobrar publicamente fidelidade de ministros do centrão. Na ocasião, o presidente afirmou que quem não estivesse disposto a defender sua gestão deveria deixar o governo.
Assim, as declarações aumentaram a pressão interna e fortaleceram o movimento liderado por Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil).
Ministros como Fufuca e Sabino tentaram evitar o rompimento, já que ambos têm pretensões de concorrer ao Senado em 2026 com o apoio de Lula. Porém, as duas legendas vêm atuando em favor de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como alternativa presidencial.
Com esse desembarque parcial, a base governista na Câmara passa a contar com apenas 259 deputados.
Saiba mais em Folha de São Paulo.
Foto: UB/Divulgação
