Anistia a militares só reforçou desejo de golpistas pelo poder em 1964
Isso foi o que relembrou ministro Alexandre de Moraes na abertura do julgamento de Bolsonaro.
Publicado em: 02/09/2025 às 10:12 | Atualizado em: 02/09/2025 às 10:12
Na abertura do julgamento da trama golpista que envolve Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a história mostra como a impunidade fortalece golpistas. Ele não citou nomes, mas apontou como exemplo a decisão do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK).
Entre 1956 e 1961, JK optou por anistiar militares que haviam tentado derrubar o governo, chegando a sequestrar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para bombardear o país.
Uma vez livres de punição, esses mesmos militares se reorganizaram e acabaram participando do golpe de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e instaurou a ditadura militar no Brasil.
Para Moraes, o episódio mostra que covardia não pacifica um país. Pelo contrário, a falta de punição incentiva novas tentativas de ruptura democrática.
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Foto: reprodução/YouTube/BNC Play
