Campbell defende atuação profissional para advogado virar magistrado
Ministro ressalta a importância da atuação profissional para advogados que almejam o quinto constitucional
Ana de Oliveira, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 28/08/2025 às 18:15 | Atualizado em: 28/08/2025 às 22:50
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell Marques, disse em Manaus nesta quinta-feira (28 de agosto) que a prática profissional e o compromisso com a realidade das varas judiciais devem ser critérios centrais para aqueles advogados que buscam atuar como magistrados pelo quinto constitucional.
Em outras palavras, deve “pôr o umbigo no balcão”, segundo o ministro amazonense.
Campbell foi homenageado em sessão especial na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) com a Medalha Ruy Araújo.
Segundo ele, candidatos sem histórico de atuação prática e institucional não estão adequados para a função.
“Seja um promotor, um procurador de Justiça ou um advogado, quem deseja acessar um tribunal tem que ter um passado de vivência institucional, para que ele possa representar a classe naquela corte que vai integrar”.
Ele se opôs à escolha de advogados sem experiência real e descreveu os candidatos ideais como aqueles que vivenciaram intensamente a rotina das varas judiciais, atuando com honestidade e correção.
O ministro também questionou a valorização excessiva de títulos acadêmicos no processo de escolha.
“Nem sempre o doutor em direito, o professor de direito, é um bom juiz”.
Para Campbell, a função de juiz exige isenção, rigor técnico e decisões baseadas em perícia, não em convicções pessoais.
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Ele destacou ainda que o magistrado não pode estar alheio à realidade de onde atua.
“A perspectiva de um juiz vai além do gabinete”, afirmou, defendendo que a vivência institucional e a proximidade com a comunidade são condições essenciais para o exercício da magistratura.
Foto: BNC Amazonas
