Indústria eletroeletrônica vendeu 130 milhões de aparelhos, diz Eletros

Jorge Nascimento Jr. apresenta balanço e perspectivas na comemoração de 30 anos da Eletros.

Indústria eletroeletrônica vendeu 130 milhões de aparelhos, diz Eletros

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 27/08/2025 às 11:54 | Atualizado em: 27/08/2025 às 11:54

A celebração dos 30 anos da Eletros (Associação Nacional das Indústrias Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) prossegue nesta quarta-feira (27 de agosto), em Brasília.

Após a realização da sessão solene, na Câmara dos Deputados, na terça-feira, evento político que reuniu líderes da indústria, parlamentares e autoridades nacionais e regionais, a Eletros promove seminário na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O evento reunirá autoridades, executivos, empresários, especialistas e representantes do poder público nacional, para apresentar um balanço inédito com a trajetória histórica do setor, os avanços nos marcos regulatórios, conquistas em pautas ambientais, desafios do presente e a visão estratégica para o futuro.

“A Eletros teve papel decisivo apoiando o desenvolvimento das políticas de etiquetagem energética, discutindo com fabricantes, consolidando dados do setor e estimulando a modernização do parque industrial. O seminário será um marco para consagrar todo esse esforço e projetar os nossos próximos 30 anos”, disse o presidente da Eletros, Jorge Nascimento Júnior.

Dados inéditos

Estão previstas apresentações de dados inéditos sobre a expansão setorial, painéis sobre o papel regulatório, desafios da inovação, eficiência energética, sustentabilidade e políticas públicas. Além de debates sobre as perspectivas de internacionalização do setor.

“Esse seminário será o ponto de partida para estabelecer prioridades em desenvolvimento tecnológico, modernização produtiva e inovação em sustentabilidade e conectividade. A indústria nacional construiu uma base sólida e agora busca expandir seu protagonismo global”,

disse Nascimento Jr.

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Destaques

Entre os principais destaques estão o salto expressivo de 27 milhões de aparelhos vendidos em 1994 para 130 milhões em 2024.

Com isso, a indústria eletroeletrônica brasileira conquistou posição de destaque, consolidando a autossuficiência produtiva, a inovação tecnológica e a presença absoluta em todos os lares do país.

Em 2014, a marca de 86 milhões de aparelhos consumidos revelou o impacto da inclusão tecnológica e do aumento do poder aquisitivo.

Já em 2024, a cifra de 130 milhões consagrou o segmento como referência em abastecimento, modernização e acessibilidade para o consumidor brasileiro.

O aumento de 378% nas vendas foi mais de três vezes superior ao crescimento de domicílios.

Segundo dados do IBGE, o Brasil tinha aproximadamente 39 milhões de domicílios em 1994 e chegou a cerca de 80 milhões em 2024.

Produção nacional

Hoje, segundo o presidente da Eletros, 97% da produção nacional dos eletroeletrônicos adquiridos no Brasil são fabricados por empresas instaladas no país e associadas à Eletros.

“No começo dos anos 90, era um desafio imaginar que praticamente todos os lares brasileiros teriam acesso a equipamentos de ponta fabricados aqui mesmo, com padrão internacional de qualidade”.

Ele acrescentou:

“Hoje, o consumidor nacional encontra TV, refrigeradores e eletrodomésticos inteligentes produzidos no Brasil, levando inovação, conforto, eficiência energética e conectividade para a população”.

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Ciclos de consumo

O lançamento da TV LCD em 2003, a popularização de TV de LED nesta década de 10, a redução do IPI para linha branca em 2012, além de eventos mundiais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, transformou a dinâmica do comércio, impulsionando trocas de equipamentos e renovação de eletrodomésticos.

A substituição de videocassetes por DVD, a automação avançada da linha branca, a introdução massiva das lavadoras automáticas, que atingiram penetração entre 80% e 85% dos lares em 2015 e, mais recentemente, a consolidação das Smart TV, eletrodomésticos inteligentes, conectividade e inteligência artificial permitiram que o setor acompanhasse e antecipasse tendências globais.

Em 2024, por exemplo, a explosão das vendas de air fryers mostrou a sensibilidade do setor à inovação e ao comportamento do consumidor”, disse Nascimento Jr.

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Condicionadores de ar

Já em 2024, o calor extremo impulsionou o mercado de condicionadores de ar e ventiladores, enquanto as vendas online e o avanço do comércio digital abriram novas frentes de expansão.

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Marcos históricos que impulsionaram o setor

  • Criação do Programa Brasileiro de Etiquetagem PBE 1992
  • Lançamento do Selo Procel 1998
  • Processo de etiquetagem compulsória 2001–2016
  • Revisões constantes que tornaram produtos referência internacional em eficiência e segurança
  • Lançamento da TV LCD 2003, popularização das TV de LED 2010
  • Integração de inteligência artificial, assistentes de voz e digitalização a partir de 2015
  • Consolidação da presença dos eletroeletrônicos em todos os domicílios brasileiros
  • Salto de vendas de air fryers e eletrodomésticos inteligentes e conectados 2023–2024
  • Superação da barreira dos 130 milhões de aparelhos vendidos 2024

Desafios do futuro

Apesar dos avanços, o presidente da Eletros afirma que o setor precisa manter um ritmo competitivo diante da revolução tecnológica global, ampliando investimentos em pesquisa, inovação em eficiência energética.

Além da qualificação de mão de obra, equilíbrio de custos e adoção de políticas públicas e incentivos fiscais para acelerar maior modernização e produtividade.

Entre os desafios do futuro, ele destaca a transição energética como pauta prioritária.

“É preciso elevar o nível de eficiência dos eletroeletrônicos brasileiros, desenvolver novas soluções em conectividade e automação, garantir a formação continuada dos trabalhadores e fortalecer a sustentabilidade em toda a cadeia”.

Foto: divulgação