Veto à Difusora reacende pressão pelo fim do contrato dos bois com A Crítica

Publicado em: 17/05/2018 às 19:46 | Atualizado em: 17/05/2018 às 19:46

O veto que a Rede Calderaro de Comunicação (RCC/TV e rádio A Crítica) impôs para que a rádio Difusora não transmita o Festival Folclórico de Parintins deste ano reacendeu o desejo de membros das diretorias dos bumbás e dos parintinenses de romperem o contrato com a emissora.

A RCC detém direitos que lhe garantem exclusividade na transmissão do espetáculo.

Os termos desse contrato, porém, nunca foram divulgados, apesar do evento ser realizado com forte patrocínio do dinheiro público da Prefeitura de Parintins, do Governo do Estado e da União.

A própria cobertura da RCC é feita com publicidade do governo.

A defesa do rompimento ocorreu depois que a Difusora fez circular nos bastidores que irá fechar suas ondas para transmissão de eventos dos bois e execução de toadas, como fazia, o ano todo.

Nos bastidores do festival, é forte o movimento para que Parintins não renove o contrato com a RCC e que haja discussão para nova forma de divulgação da festa.

Dirigentes dos bois-bumbás não assumem publicamente a opinião, mas acham que o valor pago às agremiações, R$ 1,2 milhão, sendo R$ 600 mil para cada associação, é pouco para o volume de imagens e excepcionalidade do espetáculo para apenas um veículo.

Eles também não estão satisfeitos com a divulgação na TV, que perdeu a escala nacional, depois que a Band deixou de ser a emissora transmissora do festival.

Mais ainda é a insatisfação com a rádio A Crítica, agora FM O Dia, que desde o ano passado passou a massificar samba, pagode e, ostensivamente, a executar funk fluminense.

As toadas de boi perderam espaço na emissora a partir de então e voltaram a ser um gênero de temporada junina.