Imortais da ilha*
Publicado em: 13/12/2008 às 00:00 | Atualizado em: 13/12/2008 às 00:00
A instituição faz parte de um projeto da Academia Amazonense de Letras de interiorização da organização dos intelectuais no Amazonas. Segundo Narciso Picanço, presidente da APL, Parintins foi escolhida em função de ser um centro cultural de repercussão nacional. “A fundação da academia em Parintins foi o feito de maior importância cultural para cidade. Não estou desmerecendo os outros institutos, mas uma academia traz o que há de melhor para um povo desenvolver trabalhos literários e culturais”, disse.
Desafio
Quinze personalidades foram convidadas a se tornarem imortais membros e sócio-fundadores da APL. Narciso informou que o primeiro desafio dos sócios é mostrar a importância da literatura na melhoria da qualidade de vida dos parintinenses, por meio de projetos que incentivem a prática da leitura e a produção de obras literárias.
Para o jornalista Wilson Nogueira, a instituição pode e deve atuar de forma intensa e sistemática na formação e divulgação da produção literária amazonense. “Eu acredito que a leitura é fundamental para a compreensão do funcionamento da sociedade. A minha posição dentro da academia, vai ser trabalhar com a promoção da leitura”, disse.
O maior envolvimento de Wilson com a academia é em função de um compromisso com a sociedade. A atuação do jornalista será com a produção de atividades como palestras que contemplem as feiras de livros e o estímulo para outras artes, entre elas o teatro e o cinema. “Sempre estudei em escola pública, então, quero devolver à sociedade aquilo que a ela me deu, a oportunidade de estudar, me graduar e até me tornar mestre em instituições públicas”, conta.
Planejamento
No próximo dia 18, os membros da APL terão a primeira reunião ordinária com a finalidade de planejar as atividades para 2009. Narciso informou que um dos projetos é a produção da obra que irá contar a história de Parintins em períodos e em fascículos. Outro projeto idealizado é a história do Boi Bumbá, contada pela população da cidade. Em relação à influência que a tradição do festival terá na APL, o presidente adianta que a instituição terá a cultura do Boi Bumbá, mas sem as cores. A APL irá abrir inscrições para os interessados em se credenciar.
Blog – Neuton Corrêa
Filósofo, cronista e membro da APL
“Fazer parte da Academia Parintinense de Letras para mim significa uma cobrança de Parintins em relação ao meu trabalho. Na verdade eu estou começando a fazer ensaios de literatura agora. Escrevo há vinte anos, mas para jornal. Fico pensando como estimular novos leitores e como será nosso produção a partir de agora, já não bastam mais os textos jornalísticos. É um sentimento de cobrança.”
*Matéria publicada na edição de hoje do Jornal A Crítica.
