Justiça exige certidão de casamento de FHC em processo de interdição

Existe um registro oficial de união estável com sua companheira, Patrícia Kundrát, com quem ele mantém relacionamento desde 2014

Justiça exige certidão de casamento de FHC em processo de interdição

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 02/05/2026 às 20:19 | Atualizado em: 02/05/2026 às 20:23

O processo de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganhou novos desdobramentos jurídicos. Com isso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou uma série de pedidos formulados pelo Ministério Público, estabelecendo exigências documentais e de fiscalização sobre a gestão do patrimônio e dos cuidados com o ex-mandatário.

A questão do estado civil

Uma das principais determinações da juíza do caso é que os filhos de FHC apresentem a certidão de casamento atualizada do pai. O objetivo é sanar qualquer dúvida jurídica sobre o status civil do ex-presidente. A informação é da coluna Manoela Alcântara.

Embora exista um registro oficial de união estável com sua companheira, Patrícia Kundrát (foto), com quem ele mantém relacionamento desde 2014, o tribunal entendeu que tal documento não é suficiente para descartar a existência de um eventual casamento formal ainda vigente ou não averbado. A medida visa garantir a segurança jurídica necessária para o prosseguimento da interdição.

Prestação de contas e curatela

Além da documentação, a magistrada acolheu o pedido do MP para que Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente e atual curador provisório, adote uma postura de transparência rigorosa.

A partir de agora, o curador deverá:

  • – Prestar contas semestralmente sobre a administração de todos os bens;
  • – Relatar periodicamente os cuidados dispensados à saúde e rotina do pai;
  • – Apresentar tais relatórios em um processo específico, reservando o processo principal apenas para questões de urgência.

Legitimidade e consenso familiar

A decisão reforça a necessidade de incluir todas as partes interessadas no rito processual. Patrícia Kundrát já manifestou formalmente sua concordância com a interdição.

Mesmo com o aval das filhas do ex-presidente, Luciana e Beatriz, a Justiça considerou indispensável a participação ativa de Patrícia no processo.

Como companheira e pessoa diretamente envolvida na vida pessoal e patrimonial de FHC, sua oitiva é vista como fundamental para assegurar o princípio do contraditório e dar plena legitimidade à decisão final da Corte.

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Foto: Bruno Polleti/divulgação