Ibovespa descola do exterior e segura estabilidade com alta do petróleo
Apesar da escalada das tensões no Oriente Médio, avanço da commodity acima de US$ 100 impulsiona petroleiras e sustenta o índice brasileiro.
Publicado em: 09/03/2026 às 12:32 | Atualizado em: 09/03/2026 às 12:34
Após abrir as negociações em ligeira queda nesta segunda-feira, 9, o Ibovespa passou a rondar a estabilidade, ignorando parte do pessimismo que atinge as principais praças globais.
Com isso, o mercado financeiro brasileiro iniciou a semana demonstrando resiliência frente a um cenário externo conturbado.
Às 12h24, o principal índice da B3 registrava uma alta discreta de 0,25%, aos 179.807 pontos, um desempenho superior aos pares internacionais, que sofrem com o aumento da aversão ao risco.
Tensão geopolítica e o fator petróleo
O foco absoluto dos investidores permanece na escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O temor de uma interrupção prolongada na oferta global de energia mantém o mercado em alerta máximo. Sem sinais de um recuo diplomático, o barril de petróleo voltou a subir, rompendo a barreira dos US$ 100 no mercado internacional.
Embora o cenário geopolítico gere cautela, para a bolsa brasileira, o encarecimento da commodity atua como um “colchão”. O avanço dos preços beneficia diretamente as gigantes do setor petrolífero, cujas ações possuem peso relevante no índice, ajudando a limitar as perdas e equilibrar a balança doméstica.
Raio-X do mercado
Apesar da sustentação do índice em terreno positivo, o clima interno ainda é de seletividade. No levantamento realizado ao meio-dia:
- Ações em queda: 49
- Ações estáveis: 18
- Ações em alta: 17
“O desempenho da bolsa brasileira é relativamente melhor do que o observado em outros mercados internacionais”, apontam analistas, destacando que a composição do Ibovespa, rica em commodities, oferece uma proteção natural em momentos de choque nos preços de energia.
A expectativa agora recai sobre os desdobramentos no Oriente Médio ao longo da tarde, que ditarão se o Ibovespa conseguirá manter o fôlego positivo até o fechamento.
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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
