Coronel da reserva será investigado por ameaçar os ministros do TSE

Amazonas: chefe do STF vai à tríplice fronteira vê caso Bruno e Dom

Publicado em: 23/10/2018 às 17:49 | Atualizado em: 23/10/2018 às 17:49

O coronel engenheiro da reserva do Exército, Carlos Alves, será investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por ameaça à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber (foto), e a outros ministros da corte.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta terça-feira (23), por 5 votos a zero, requerimento para que a PGR investigue vídeo publicado na internet com ofensas à corte eleitoral.

No vídeo, uma pessoa que afirma ser coronel Carlos Alves afirma que, se o TSE aceitar ação contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, irá sofrer as consequências.

A proposta de investigação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes e aprovada por todos os ministros.

“Se aceitarem essa denúncia ridícula e derrubarem Bolsonaro por crime eleitoral, nós vamos aí derrubar vocês aí, sim”, diz o vídeo.

Segundo o Exército, o homem que aparece nas imagens é coronel engenheiro militar da reserva.

À TV Globo, o Comando do Exército informou ter pedido investigação do caso ao Ministério Público Militar.

No início da sessão da turma do Supremo, o decano (mais antigo ministro) do tribunal, ministro Celso de Mello, pediu a palavra para criticar o vídeo.

Segundo ele, o vídeo ofendeu a honra da ministra, que tem “honorabilidade inatacável” com “palavras grosseiras e boçais”.

De acordo com Celso de Mello, alguns cidadãos abusam dos privilégios da liberdade de expressão.

Para o ministro, o vídeo foi um “ultraje inaceitável” ao Supremo. Outros ministros também se manifestaram a respeito.  Leia mais no G1.

 

Foto: Valter Campanato/ABr