Com Lula, setor de serviços chega ao sétimo mês seguido de crescimento

O maior patamar da série histórica, superando o recorde anterior registrado em julho.

Com Lula, setor de serviços chega ao sétimo mês seguido de crescimento

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 14/10/2025 às 15:56 | Atualizado em: 14/10/2025 às 15:56

Como Lula na Presidência, o setor de serviços do Brasil manteve a trajetória positiva e cresceu 0,1% na passagem de julho para agosto, alcançando sete meses consecutivos de alta e acumulando expansão de 2,6% no período.

O resultado, divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o segmento — que reúne áreas como transporte, turismo, restaurantes, salões de beleza e tecnologia da informação — no maior patamar da série histórica, superando o recorde anterior registrado em julho.

A sequência de crescimento é a mais longa desde fevereiro a setembro de 2022, quando a alta acumulada foi de 5,6%. Nos 12 meses encerrados em agosto de 2025, os serviços — setor que mais emprega na economia brasileira — registram avanço de 3,1%, enquanto na comparação com agosto do ano passado houve elevação de 2,5%.

Os números também confirmam a recuperação robusta pós-pandemia: o nível atual de atividade está 18,7% acima do observado em fevereiro de 2020, antes da crise sanitária.

“A leitura é de um setor de serviços que permanece resiliente, forte, que renova a série histórica”, afirmou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

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Quatro das cinco atividades registraram crescimento

Das cinco grandes categorias acompanhadas pelo IBGE, quatro avançaram entre julho e agosto:

  • Serviços prestados às famílias: +1,0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: +0,4%
  • Transportes, armazenagem e correio: +0,2%
  • Outros serviços: +0,6%
  • Informação e comunicação: -0,5%

O principal impulso veio dos serviços profissionais e administrativos, puxados por empresas de programas de fidelidade, cartões de desconto, atividades jurídicas e aluguel de máquinas e equipamentos.

O setor de transportes, segundo maior impacto positivo, foi beneficiado pelo bom desempenho do transporte rodoviário de passageiros, ferroviário de cargas e logística, além da demanda da agricultura, que impulsiona o escoamento de safras.

Já os serviços prestados às famílias tiveram alta influenciada por restaurantes, buffets e hotéis, enquanto o grupo outros serviços foi impulsionado por atividades financeiras auxiliares.

O único recuo ocorreu em informação e comunicação (-0,5%), explicado pela base elevada de comparação: em julho, mês de férias, houve aumento expressivo na exibição e distribuição cinematográfica. Apesar disso, Lobo destaca que o setor continua sendo “um dos motores do crescimento dos serviços no pós-pandemia”.

Turismo mantém fôlego e supera nível pré-pandemia

O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) avançou 0,8% em agosto, frente a julho, e cresceu 4,6% em relação a agosto de 2024. O segmento está 11,5% acima do nível pré-pandemia e apenas 2% abaixo do pico da série histórica, registrado em dezembro de 2024.

O indicador considera 22 das 166 atividades de serviços investigadas pelo IBGE, incluindo hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros. A pesquisa contempla 17 unidades da Federação, entre elas Amazonas, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Cenário de resiliência

O desempenho positivo reflete um setor de serviços fortalecido, que tem sustentado parte do crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo analistas, o bom momento do emprego, a recuperação do poder de compra e o dinamismo do consumo interno ajudam a manter o segmento em alta — um fator que também reforça o cenário favorável ao governo Lula, que vem destacando o papel dos serviços na geração de renda e empregos.

*Com informações da Agência Brasil.

Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil