Procurador quer R$ 10 milhões da Globo por errar pronúncia de ‘recorde’
Ação cita trechos do Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural como exemplos
Publicado em: 19/02/2026 às 23:00 | Atualizado em: 19/02/2026 às 23:23
O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou ação contra a TV Globo pedindo indenização de R$ 10 milhões por suposta pronúncia incorreta da palavra “recorde” em programas jornalísticos e esportivos da emissora.
A iniciativa é do procurador Cléber Eustáquio Neves, que sustenta que jornalistas da Globo vêm acentuando a primeira sílaba do termo (“récorde”), quando, segundo a norma culta, a palavra é paroxítona, com tonicidade na penúltima sílaba (“reCORde”).
A ação cita trechos do Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural como exemplos.
Segundo informações da coluna de Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, o procurador argumenta que a prática poderia influenciar o público e caracterizar “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”.
Além da indenização, o MPF pede que a emissora faça correção pública da pronúncia, com pedido de liminar.
O MPF-MG confirmou o protocolo da ação. A Globo informou que não comenta processos em andamento.
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