Motéis são usados para lavar R$ 450 milhões do crime organizado
Facções criminosas investem em diversos ramos para legalizar dinheiro ilícito.
Publicado em: 25/09/2025 às 09:12 | Atualizado em: 25/09/2025 às 09:15
A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificaram cerca de 60 motéis usados pelo PCC para lavar dinheiro. Eles movimentaram R$ 450 milhões.
As investigações fazem parte da Operação Spare, deflagrada nesta quinta-feira (25). O esquema também envolve postos de combustíveis, jogos de azar e empreendimentos imobiliários.
Segundo a Receita, os motéis geraram R$ 45 milhões em lucros e dividendos. Um deles distribuiu 64% da receita bruta declarada entre 2022 e 2023.
Empresas ligadas ao grupo compraram imóveis de até R$ 5 milhões. Também foram adquiridos terrenos, helicópteros, iates e carros de luxo, como uma Lamborghini.
A Receita estima que as propriedades identificadas representam apenas 10% do patrimônio real. No total, o grupo pode ter movimentado R$ 1 bilhão em quatro anos.
O chefe do esquema, segundo investigadores, é o empresário Flávio Silvério Siqueira, o “Flavinho”, já suspeito de atuar com combustíveis adulterados e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 25 mandados de busca em São Paulo e interior. A operação envolveu Receita, MP-SP, Polícia Militar e a Secretaria da Fazenda paulista.
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Foto: divulgação/Receita Federal
