Com muito atraso, vereadores de Manaus fazem debate morno da matança no Rio

Parlamentares discutem megaoperação no Rio e efeitos no combate ao crime no Amazonas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/11/2025 às 10:59 | Atualizado em: 04/11/2025 às 10:59

Os vereadores Francisco Carpegiane Veras de Andrade (PL), conhecido como Carpê, e José Ricardo Wendling (PT) discutiram nesta segunda-feira (3 de novembro), seis dias após os fatos, um assunto que dominou o país: a matança de mais de 120 pessoas promovida pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Durante a sessão na câmara municipal de Manaus, Carpê defendeu a operação:

“Essa ação no Rio foi essencial para o nosso estado. Nove bandidos abatidos eram do Amazonas, mas davam comando de homicídios e tráfico dentro de Manaus”, afirmou.

O vereador também criticou decisões judiciais que, segundo ele, dificultam o trabalho policial.

“A ADPF das favelas acaba protegendo criminosos e atrapalhando a atuação da segurança pública”, disse Carpê. “Precisamos de mais integração entre os estados, com planejamento e inteligência, e não de ações isoladas.”

Em resposta, José Ricardo reconheceu que a repressão ao crime é necessária, mas alertou para a importância de evitar excessos nas operações.

“Combater o crime é necessário, mas não podemos aceitar que inocentes morram”, afirmou.

O parlamentar criticou a condução da operação no Rio, que resultou na morte de quatro policiais e mais de cem pessoas.

“O crime está cada dia mais organizado e o Estado, desorganizado. Temos de enfrentar o crime com rigor, mas com planejamento e inteligência”, pontuou.

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