TariFlávio: CNI prevê mais dificuldades para indústria do Brasil
Nova sobretaxa dos Estados Unidos amplia perdas nas exportações e eleva a pressão sobre a relação entre Brasília e Washington
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 16/07/2026 às 08:25 | Atualizado em: 16/07/2026 às 08:25
A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros agravou a preocupação da indústria com o desempenho das exportações. Nesta quinta-feira (16), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmaram que a medida reduz a competitividade do país e amplia a crise nas relações comerciais entre os dois países.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que as tarifas adotadas pelos Estados Unidos desde 2025 já provocaram queda nas exportações brasileiras.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade”, declarou.
Segundo a CNI, as exportações para os Estados Unidos recuaram 13%, com perda de US$ 2,6 bilhões. No primeiro semestre de 2026, 20 dos 27 estados registraram redução nas vendas ao mercado americano.
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A Fiesp classificou a decisão americana como um “duro golpe” para a indústria e atribuiu a retaliação a “ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington”.
O presidente da entidade, Paulo Skaf, afirmou que a sobretaxa aumenta os custos das empresas brasileiras.
“Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil”, disse.
Enquanto o governo brasileiro anunciou que pretende acionar a Lei de Reciprocidade, a Amcham Brasil estima prejuízo de até US$ 11 bilhões em exportações.
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Foto: Jose Paulo Lacerda/Agência CNI
