PL tenta censurar jornalismo do ICL que revela quem é Flávio Bolsonaro
Documentário que está no ar expõe o envolvimento do candidato da extrema direita com rachadinhas, milícia, Vorcaro...
Publicado em: 25/07/2026 às 08:19 | Atualizado em: 25/07/2026 às 08:37
O documentário Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um virou alvo de uma ofensiva judicial do Partido Liberal (PL). Nesse sentido, a legenda acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar interromper a divulgação da produção, lançada nesta semana pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), sob a alegação de que o material configura propaganda eleitoral antecipada contra o senador e candidato à Presidência da República.
Por sua vez, a obra reúne reportagens e informações sobre episódios que marcaram a trajetória política de Flávio Bolsonaro. Entre eles, estão o caso das rachadinhas, as relações de pessoas ligadas ao senador com milicianos e as recentes suspeitas envolvendo o escândalo do Banco Master. Além disso, a produção está disponível gratuitamente no YouTube.
Na representação, o PL pede que o tribunal determine a suspensão imediata da mobilização para divulgar o documentário. Adicionalmente, solicita que o ICL informe quanto gastou na produção e na campanha de divulgação da obra. O partido também quer saber se o instituto mantém contratos com o governo federal ou recebe recursos de partidos políticos, incluindo o PT.
Assim, para a legenda, a estratégia de divulgação ultrapassa os limites da atividade jornalística e busca influenciar o processo eleitoral antes do período permitido pela legislação.
Defesa
O Instituto Conhecimento Liberta rebateu as acusações e afirmou que a ação representa uma tentativa de intimidar um veículo de comunicação independente. Em contrapartida, a instituição declarou que produz jornalismo sem financiamento de empresas, governos ou partidos políticos e que mantém suas atividades com recursos obtidos por meio dos cursos oferecidos pela própria plataforma.
De acordo com o ICL, o documentário resulta de uma apuração baseada em fatos de interesse público.
Além disso, a nota contesta a interpretação do PL sobre a divulgação do filme. Para a entidade, promover o lançamento de uma produção jornalística segue a mesma estratégia utilizada em outros conteúdos editoriais e culturais publicados pela plataforma.
Ao final do posicionamento, o ICL reafirma que continuará divulgando o documentário e defende que a representação apresentada ao TSE tenta transformar a atividade jornalística em objeto de censura judicial.
Saiba mais no ICL Notícias.
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Foto: Pedro França/Agência Brasil
