Paraná Pesquisas lidera faturamento em encomendas do PL de Flávio Bolsonaro

Investimento robusto serve de base estratégica para pavimentar a pré-candidatura do senador

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 08/06/2026 às 20:16 | Atualizado em: 08/06/2026 às 20:16

O Partido Liberal (PL) já gastou R$ 2,8 milhões em encomendas de pesquisas neste ano. Os dados revelam que a empresa Paraná Pesquisas figura como a principal beneficiária do partido, consolidando-se como a entidade mais acionada pela legenda para monitorar o cenário eleitoral da sucessão presidencial.

O investimento robusto serve de base estratégica para pavimentar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Ao concentrar os aportes na empresa paranaense, a sigla busca estruturar diagnósticos internos e públicos em meio às oscilações do tabuleiro político nacional.

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Divergências no mercado de pesquisas

Os levantamentos contratados pelo PL contrastam frequentemente com os resultados publicados por outras empresas tradicionais do setor, como AtlasIntel, Datafolha e Quaest.

A variação de dados oferece ao eleitor diferentes vieses e metodologias de amostragem.

Paraná Pesquisas: as sondagens recentes do instituto indicam cenários de equilíbrio acentuado, chegando a apontar o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva em situação de empate técnico em eventuais simulações de segundo turno.

A empresa utiliza majoritariamente entrevistas presenciais e telefônicas automatizadas.

AtlasIntel: o instituto utiliza metodologia de recrutamento digital aleatório via internet. Em seus relatórios, costuma registrar margens de vantagem mais amplas para a atual gestão federal e índices de aprovação governamental distintos dos apurados pelos concorrentes.

Datafolha e Quaest: ambas as empresas baseiam suas coletas em entrevistas face a face. O Datafolha em pontos de grande fluxo e a Quaest em domicílios.

Os resultados dessas organizações costumam se posicionar em uma zona intermediária, capturando a polarização de forma pulverizada nos diferentes estratos de renda e escolaridade.

A disparidade nos números reforça a necessidade de o eleitor avaliar os critérios técnicos e os contratantes de cada especificação estatística para estabelecer um parâmetro sólido de comparação.

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Foto: divulgação/PL