Lula devolve renda ao povo e confronta direita ao ampliar benefícios além do IR

Presidente usa isenção do Imposto de Renda para rebater discurso da direita, lembrando que Bolsonaro não cumpriu promessas

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Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 01/12/2025 às 20:34 | Atualizado em: 01/12/2025 às 23:18

Lula foi direto ao ponto ao sancionar a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução para quem recebe até R$ 7.350. O presidente se apresentou como alguém que “prometeu e cumpriu”, mirando o eleitor trabalhador e recuperando uma agenda que, segundo ele, a direita nunca quis fazer.

Para Lula, não se trata de um benefício isolado, mas de uma mudança de lógica: quem ganha pouco não deve pagar imposto.

Ele lembrou que o Brasil passou quatro anos sob um governo que dizia defender o trabalhador, mas não mexeu um milímetro na tabela do IR, promessa repetida por Bolsonaro e jamais cumprida.

Lula vira o jogo: mais imposto sobre grandes rendas

No discurso, Lula fez questão de enfatizar que não está criando “mágica fiscal”, e sim redistribuindo o peso tributário.

Ao mesmo tempo em que alivia a carga de 25 milhões de trabalhadores, ele aumenta a cobrança sobre grandes rendas e patrimônios, mudando privilégios mantidos durante anos.

Lula lembrou que foram as gestões da direita que deixaram isenções injustificáveis para investidores de alto patrimônio, enquanto quem ganhava dois, três ou quatro salários mínimos pagava IR.

O novo desenho, afirmou, faz quem vive de aplicação financeira contribuir mais do que quem vive de salário.

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Valorização do mais pobre

No mesmo pronunciamento ao país neste dia 30 de novembro, Lula estendeu o debate para outro eixo: o custo de vida.

Ele citou medidas já adotadas para baratear itens da cesta básica, com tarifa zero para alimentos importados quando necessário para segurar preços.

Para o presidente, essa é uma política que melhora a vida real das famílias, ao contrário da lógica da direita que, segundo ele, só falava de mercado, mas deixava faltar comida barata no prato do trabalhador.

Lula também associou a correção do IR a um esforço para estimular renda, consumo e redução do endividamento, reafirmando que a economia cresce “de baixo para cima”, e não o contrário.

“Prometer é fácil. Difícil é fazer”

Ao comparar seu governo com o de Bolsonaro, Lula foi incisivo: lembrou que a promessa de zerar o IR para quem ganha até R$ 5 mil foi repetida várias vezes pelo ex-presidente e nunca saiu do papel.

O atual presidente ressaltou que Bolsonaro não corrigiu a tabela do IR, mesmo em meio à maior inflação da década; não aumentou taxação sobre grandes rendimentos; não reduziu preços de alimentos essenciais; e não apresentou plano consistente de combate à desigualdade.

⁠“Prometer é fácil. Difícil é fazer”, disse Lula. “E fazer exige olhar para o povo trabalhador, não para meia dúzia de privilegiados.”

O novo marco do discurso lulista

Com a mudança no IR e as medidas que a acompanham, Lula reforça a bandeira que marca sua trajetória: devolver poder de compra aos mais pobres.

O pacote, no conjunto, reafirma a aposta política do presidente: confrontar a direita mostrando resultados concretos e resgatando compromissos que ficaram pelo caminho durante o governo Bolsonaro.

Lula assumiu o protagonismo do debate e transformou a atualização do IR em símbolo de um projeto que se contrapõe abertamente ao da extrema direita: um país menos desigual, onde quem vive de salário não é penalizado e quem tem muito pode, sim, contribuir mais.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República