Filme custou R$ 75 milhões, diz produtora, mas Flávio Bolsonaro queria 134
Investigação da Polícia Federal agora rastreia o caminho do dinheiro envolvido no caso Master
Publicado em: 15/06/2026 às 20:59 | Atualizado em: 15/06/2026 às 21:03
A produtora Go UP Entertainment declarou ter gasto R$ 75,1 milhões na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desse total, R$ 54 milhões teriam sido destinados a despesas no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil.
Os valores foram apresentados em um laudo anexado ao inquérito que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora e da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável por um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi em comunidades da capital.
A Polícia Civil e o Ministério Público apuram se recursos relacionados ao contrato público foram utilizados na produção do longa.
O documento apresentado pela defesa de Karina afirma que não foram identificados repasses de dinheiro público para o filme, mas não apresenta notas fiscais ou comprovantes das despesas.
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As investigações também envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, que, segundo a produtora, ajudou a financiar o projeto. A empresária afirmou que cerca de 90% do orçamento foi viabilizado por meio de recursos intermediados pelo empresário.
Entre as cifras que cercam o caso estão R$ 61 milhões que teriam sido repassados por Vorcaro via fundo nos Estados Unidos e uma negociação de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões à época) atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo informações publicadas pelo The Intercept Brasil.
O filme segue em fase de pós-produção e o caso continua sendo investigado pelas autoridades paulistas.
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Imagem gerada por IA
