Eleição na ALE-AM pode acontecer no recesso dos deputados
Atual presidente mostra que articula apoio dos colegas para permanecer no cargo após ordem do STF
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 13/07/2026 às 15:01 | Atualizado em: 13/07/2026 às 15:01
A disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), reaberta por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pode entrar em sua fase decisiva a qualquer momento.
É essa a sinalização transmitida pelo atual presidente, Adjuto Afonso (União Brasil), por meio de material distribuído nesta segunda-feira (13 de julho) por sua assessoria.
No texto, a equipe dele afirma que a nova eleição poderá ocorrer “em algum momento dos próximos dias ou no retorno das atividades legislativas”, em cumprimento à decisão do STF.
O magistrado suspendeu a regra que permitia sua permanência automática na presidência após a saída de Roberto Cidade (União Brasil) para o Governo do Estado.
Ao mesmo tempo, o ministro determinou a realização de um novo pleito entre os deputados.
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Apoios na foto
Como demonstração de força política, a assessoria divulgou uma fotografia reunindo parlamentares que estariam fechados com a candidatura de Adjuto.
Entre eles aparecem Brena Dianná, Dr. Gomes, Mário César Filho e George Lins, todos do União Brasil, João Luiz (Republicanos), Cabo Maciel (PL) e Felipe Souza (Podemos).
A presença de Felipe Souza chama atenção porque, desde que o STF reabriu a disputa, seu nome passou a circular nos bastidores como um dos parlamentares com condições de reunir apoio suficiente para construir uma candidatura de consenso à presidência da assembleia.
A participação dele no registro fotográfico, ao lado de Adjuto, tende a ser interpretada como um gesto político relevante neste momento em que a composição de forças ainda está em formação.
Adjuto diz ter apoio de dois terços
Segundo o material distribuído pela presidência da casa, Adjuto já teria o apoio de mais de 16 deputados estaduais, parte deles manifestado por telefone.
A avaliação apresentada pela assessoria é que o parlamentar consolidou maioria entre os colegas em razão do diálogo mantido desde que assumiu o comando do Legislativo.
O texto também sustenta que a gestão de Adjuto preservou a estabilidade institucional da assembleia, manteve o funcionamento das atividades legislativas e fortaleceu programas institucionais, fatores apontados pelos aliados como justificativa para sua permanência no cargo.
A nova eleição foi determinada pelo ministro Flávio Dino ao suspender a alteração regimental que transformava a sucessão temporária do vice-presidente em definitiva, sem consulta ao plenário.
Na decisão, o ministro considerou haver indício de irregularidades na mudança promovida pela assembleia e determinou que a vaga seja preenchida mediante eleição, nos moldes adotados pela Câmara dos Deputados.
Com isso, a sucessão na presidência da ALE-AM volta ao centro das articulações políticas do parlamento, em uma disputa que poderá redefinir o equilíbrio interno de forças na casa antes do início do calendário eleitoral de 2026.
Foto: divulgação
