De confiança de Bolsonaro, ele trocou de nome para virar ministro e seguir roubando
Ex-diretor do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira, anteriormente José Carlos Oliveira, foi ministro do Trabalho e Previdência Social no governo Bolsonaro
Publicado em: 13/11/2025 às 20:00 | Atualizado em: 13/11/2025 às 20:12
A Polícia Federal apontou o ex-ministro da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PL), Ahmed Mohamad Oliveira (ex-José Carlos Oliveira), como um dos pilares institucionais do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões por meio da Conafer.
Segundo a investigação, Ahmed, enquanto diretor de Benefícios do INSS e depois como ministro, autorizou repasses sem comprovação de filiações, recebeu vantagens indevidas e permitiu que a organização fraudulenta ampliasse a cobrança irregular sobre mais de 650 mil benefícios.
Uma planilha apreendida registra o pagamento de R$ 100 mil ao apelido “São Paulo Yasser”, associado ao ex-ministro, além de mensagens que indicariam recebimento de valores.
A PF também identificou que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia até R$ 250 mil mensais em propina para manter o esquema ativo, baseado em um convênio firmado em 2017. Ele foi preso nesta quinta-feira (13).
Documentos, mensagens interceptadas e planilhas reforçam a existência de repasses sistemáticos, feitos até por meio de empresas e uma pizzaria.
Segundo a PF, a Conafer fraudava autorizações de aposentados e pensionistas para efetuar descontos indevidos.
O prejuízo estimado chega a R$ 640 milhões apenas via Conafer, podendo alcançar R$ 6,3 bilhões considerando outras entidades envolvidas entre 2019 e 2024.
A operação também prendeu ex-dirigentes do INSS, empresários e integrantes da Conafer e de outras instituições, entre eles Antônio Carlos Antunes Camilo (“Careca do INSS”), André Fidelis, Virgílio de Oliveira Filho, Thaisa Hoffmann, Vinícius da Cruz, Tiago Lopes, Cícero Santos e Samuel Bonfim Júnior.
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Foto: José Cruz/Agência Brasil
