Vice de Omar Aziz ainda não é fato consumado
Posição de vice na chapa do senador mantém aberta a discussão sobre Alessandra Campêlo; Bi Garcia, Mayra Dias e Sidney Leite aparecem entre os nomes lembrados nos bastidores do PSD.
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/07/2026 às 07:25 | Atualizado em: 17/07/2026 às 07:25
Faltando oito dias para a convenção que oficializará a chapa do PSD ao Governo do Amazonas, uma definição que parece encerrada volta a frequentar as rodas de conversa no grupo. Embora a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) tenha sido anunciada ainda em abril como candidata a vice-governadora de Omar Aziz (PSD), o cenário eleitoral mudou desde então e reabriu, nos bastidores, o debate sobre a composição da chapa majoritária.
O principal fator é a estratégia do senador Omar nas últimas semanas. Ele transformou o governador Roberto Cidade (União Brasil) e o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) nos principais alvos de sua campanha, tentando associar ambos ao mesmo projeto político.
É justamente nesse ponto que aliados enxergam uma possível vulnerabilidade. Alessandra integrou a base de sustentação do governo Wilson Lima durante praticamente todo o mandato e mantém relação política próxima de Roberto Cidade. Para esse grupo, adversários poderão explorar essa circunstância para questionar o discurso de oposição adotado por Omar.
A avaliação, porém, está longe de ser consenso dentro do PSD.
Apoio a Alessandra
Há quem defenda a permanência de Alessandra justamente por razões eleitorais. Como vice, ela deixa de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, permitindo que o partido concentre esforços em outros candidatos da legenda, como Rozenha, Wilker Barreto e Mayra Dias, fortalecendo a estratégia proporcional do PSD.
Foi esse mesmo cálculo político que levou Omar, no início do ano, a optar por Alessandra. À época, a candidatura da empresária Maria do Carmo (PL) surgia como uma das principais novidades da sucessão estadual. O senador buscava uma mulher de forte atuação política, reconhecida pela defesa dos direitos das mulheres e da participação feminina nos espaços de poder, para dividir esse debate durante a campanha.
Desde então, entretanto, o cenário sofreu mudanças. A candidatura de Maria do Carmo perdeu protagonismo, enquanto Omar passou a concentrar sua estratégia no enfrentamento direto ao grupo liderado por Roberto Cidade e Wilson Lima.
É nesse novo ambiente que antigos e novos nomes voltam a aparecer nas conversas.
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Bi Garcia
O primeiro deles é o do ex-prefeito de Parintins Bi Garcia (PSD). Antes mesmo da escolha de Alessandra, ele figurava entre os cotados para compor a chapa de Omar. Agora, volta a ser lembrado por lideranças políticas como um nome capaz de ampliar o alcance eleitoral do senador no interior do estado, especialmente na região do Baixo Amazonas.
Ao mesmo tempo, há quem avalie que uma chapa formada por Omar e Bi poderia transmitir ao eleitor uma imagem excessivamente associada à experiência política, em um momento em que parte do eleitorado busca sinais de renovação.
Mayra Dias
Essa leitura abriu espaço para outro nome do PSD: a deputada estadual Mayra Dias. Ela reúne características consideradas estratégicas para a campanha. Além de preservar a presença feminina na chapa, possui forte inserção eleitoral em Parintins, influência no Baixo Amazonas, em Itacoatiara, na região do Madeira e também em Manaus. Soma-se a isso o fato de não carregar o desgaste político que alguns interlocutores atribuem à passagem de Alessandra pela base do governo Wilson Lima.
Sidney Leite
Outro nome que passou a ser citado nas conversas é o do deputado federal Sidney Leite (PSD). Ex-prefeito de Maués, ex-deputado estadual e atualmente em seu mandato na Câmara dos Deputados, Sidney reúne experiência administrativa e eleitoral suficiente para integrar uma chapa majoritária. Sua eventual escolha ainda transformaria a composição em uma chapa “puro-sangue”, formada exclusivamente por filiados do PSD.
Nos bastidores, há quem veja outra vantagem nessa hipótese. Caso Sidney deixasse a disputa pela reeleição à Câmara para concorrer ao Executivo, o PSD teria margem para reorganizar sua estratégia na eleição proporcional federal, redistribuindo forças entre seus candidatos a deputado federal.
Por enquanto, nenhuma mudança foi anunciada. Alessandra Campêlo continua sendo oficialmente a pré-candidata a vice-governadora de Omar Aziz. Mas, com a convenção do PSD marcada para 25 de julho, o debate permanece vivo nos bastidores.
Foto: reprodução
