Rio Negro enche lentamente em Manaus, mas longe da cheia de 2021

Rio Negro sobe em Manaus, mas segue distante da cheia histórica de 2021. Comunidades rurais acompanham cenário.

Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 16/06/2026 às 10:39 | Atualizado em: 16/06/2026 às 10:40

O rio Negro continua avançando lentamente em Manaus. Nesta terça-feira (16), o rio atingiu a cota de 28,45 metros, dois centímetros acima da medição do dia anterior, mantendo o comportamento de subida gradual típico do período de cheia na capital amazonense.

Apesar da elevação, o cenário ainda está distante da cheia histórica registrada em 2021. Na mesma data daquele ano, o Negro alcançava 30,02 metros, maior marca da série histórica do Porto de Manaus. A diferença atual é de 1,57 metro.

O nível observado neste ano também permanece abaixo do registrado em 2025, quando o rio marcava 28,89 metros em 16 de junho. Ainda assim, a cheia mantém o ritmo de crescimento e segue influenciando a rotina de comunidades localizadas ao longo da calha do rio Negro.

Em áreas rurais de Manaus, como as comunidades do lago do Jatuarana e do entorno do Tarumã-Açu, o período de cheia representa a recuperação dos cursos d’água e da navegabilidade, fundamentais para o deslocamento de moradores e o escoamento da produção local. Ao mesmo tempo, a população acompanha com atenção os alertas climáticos após os impactos provocados pelas secas extremas registradas nos últimos anos.

A preocupação levou o Governo do Amazonas a decretar situação de emergência climática e ambiental em todo o estado. A medida busca preparar os órgãos públicos para possíveis eventos extremos, enquanto especialistas monitoram o comportamento dos rios e das condições climáticas ao longo dos próximos meses.

Entre a cheia que avança lentamente e a memória recente da estiagem severa, o rio Negro segue ditando o ritmo da vida de quem depende das águas na Amazônia.

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Foto: Ronaldo Siqueira/especial para o BNC Amazonas