Reforma previdenciária sancionada, professor volta à sala de aula em Manaus

As aulas na rede municipal são retomadas gradualmente ainda nesta sexta-feira

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/11/2025 às 13:20 | Atualizado em: 21/11/2025 às 13:20

Os professores da rede municipal de ensino de Manaus encerraram, nesta sexta-feira (21), a greve de oito dias deflagrada em protesto contra a reforma previdenciária do município.

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) confirmou que, após reunião pela manhã, decidiu suspender a paralisação relacionada ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 8/2025 — aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) e sancionado na quarta-feira (19) pelo prefeito David Almeida (Avante).

Com o fim da paralisação, as aulas na rede municipal serão retomadas gradualmente ainda nesta sexta-feira, segundo o sindicato. Como informa o g1.

Na noite de quinta-feira (20), véspera do fim da greve, a categoria realizou um protesto contra a sanção da reforma.

Durante o ato, pelo menos dez professores afirmaram ter sido agredidos por agentes da Prefeitura de Manaus.

A administração municipal, porém, negou qualquer episódio de violência, afirmando, em nota, que não houve uso de spray de pimenta nem contato físico entre servidores, guardas municipais e manifestantes.

Com o retorno às salas de aula decidido nesta sexta, o Asprom esclareceu que, apesar do fim da greve especificamente ligada à reforma da Previdência, os educadores permanecerão em “estado de greve”.

Segundo o sindicato, o objetivo é manter a categoria mobilizada para avançar em outras reivindicações, como melhorias nas condições de trabalho, garantia de direitos e soluções para problemas cotidianos enfrentados em sala de aula.

Assim sendo, a Prefeitura de Manaus informou que a nova Lei Complementar impacta diretamente mais de 20 mil servidores ativos e cerca de 9,5 mil aposentados e pensionistas.

Com isso, o texto modifica regras de aposentadoria, incluindo idade mínima e critérios de acesso aos benefícios, para os servidores que ingressaram no serviço público municipal após 31 de dezembro de 2003.

Leia mais no g1.

Leia mais

Reforma previdenciária de Manaus revela vereadores de olho em 2026

Foto: reprodução/redes sociais/Asprom Sindical