MP investiga falhas no transporte escolar fluvial no interior do Amazonas
Inquérito apura denúncias de risco a crianças e adolescentes em comunidades rurais de Guajará, onde o serviço é essencial para garantir o direito à educação
Publicado em: 25/02/2026 às 21:32 | Atualizado em: 25/02/2026 às 21:32
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no transporte escolar fluvial na zona rural de Guajará, no interior do Amazonas.
A investigação foi aberta após denúncia de que falhas na prestação do serviço estariam colocando em risco crianças e adolescentes e comprometendo a frequência escolar.
O caso envolve alunos da Escola Estadual Três de Julho, localizada na comunidade Velho Julho, que dependem de embarcações para chegar às aulas. Segundo a Promotoria de Justiça de Guajará, há indícios de que o transporte não é ofertado de forma regular e segura.
O promotor Ney Costa Alcântara de Oliveira Filho destacou que, em regiões isoladas, o transporte fluvial é indispensável para garantir o acesso à educação. “Sem embarcação adequada e regular, crianças e adolescentes ficam impedidos de frequentar a escola, o que configura grave violação de direitos constitucionalmente assegurados”, afirmou.
O que está sendo apurado
- A regularidade da oferta do transporte escolar fluvial;
- O número de estudantes afetados na comunidade;
- As providências adotadas pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc);
- Se as medidas em curso são suficientes para assegurar o direito à educação.
Próximos passos
A Promotoria concedeu prazo de 15 dias para que a Seduc apresente informações sobre o andamento do processo administrativo no sistema Siged, a quantidade de alunos que dependem do transporte fluvial, as ações já implementadas para regularizar o serviço e o prazo estimado para a solução definitiva do problema.
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
