A música artesã e os bioinstrumentos do Gaponga invadem o Clube do Choro

Sob o comando de Celdo Braga, o grupo Gaponga leva a sonoridade orgânica e a cultura da Amazônia a Brasília.

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 10/06/2026 às 18:43 | Atualizado em: 10/06/2026 às 19:41

O Clube do Choro de Brasília, que já recebeu nomes como Sivuca, Hermeto Pascal, João Gilberto, Hamiton de Holanda e o ex-beatle Paul McCartney, na noite desta terça-feira (9 de junho), foi tomado pela música artesã e os bioinstrumentos do Gaponga.

O renomado conjunto musical amazonense, liderado pelo poeta, compositor e musicista Celdo Braga (ex-Raízes Caboclas), é a representação da sonoridade da floresta e a identidade do Amazonas e de todo o Norte do país.

O Gaponga se destaca pelo uso de bioinstrumentos, criando uma autêntica viagem imersiva na música orgânica brasileira. E foi isso que se viu e ouviu no palco do Clube do Choro.

No repertório, Cantos da floresta, Água Doce, Caminhos de Rio, Ará, Pinicapau, Motor de Rio, A gaiola e o passarinho, Pérola Azulada,

Igapó, Paneiro, Amazonas Moreno, Canoeiro, Sabor Açaí, Amazonas,

Porto de lenha, Vermelho, Cheiro de caboca e Banzeiro.

Cantos da floresta contou com a participação do Trio Uirapuru, do maestro Zé Nogueira (sax tenor), Joaquim Barroncas (sax alto) e Ramon Barroncas (trompete).

Além de Celdo Braga, estiveram no palco, o percucionista João Paulo Ribeiro, a voz maviosa de Sofia Amoedo, Défson Braga e o violão magistral de Neil Armstrong Jr.

“Trazer a cultura da nossa terra, os sons da nossa floresta para um espaço como este é sempre uma alegria muito grande poder compartilhar o nosso projeto com as pessoas que podem apreciar o que é bom.  A tradição desse espaço, que já acolheu tantos artistas, certamente é um templo especial para quem sabe apreciar a arte amazônica e brasileira. Eu estou muito feliz por estar aqui e tenho certeza que vai ser uma referência especial de nosso portfólio”, disse Celdo Braga ao final do espetáculo.

Comunidade amazônica

O show do Gaponga, parte do projeto “Saber Amazônico, foi uma promoção do Instituto Amazônia no Cerrado, com patrocínio do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) e produção do Guia Musical de Brasília.

De acordo com o secretário executivo do Instituto Amazônia no Cerrado, Eliomar Mota, uma das missões da entidade é propagar a cultura da Amazônia.

“E uma das manifestações da cultura amazônica é a música. E o grupo Gaponga representa fidedignamente essa arte musical. O Celdo Braga, com seu grupo e os bioinstrumentos, mostra que, em Brasília, que a Amazônia tem, dentro da sua biodiversidade, imensas possibilidades. Esperamos que esse seja mais um dos muitos acontecimentos que nós ainda faremos e traremos a Brasília para se apresentar onde as pessoas queiram saber mais da Amazônia”, disse Mota.

História, memória e saudade

Bastante emocionada, a presidente do Instituto Amazônia no Cerrado, Mariete Costa, disse que até chorou ao ouvir a “nossa música”.

“A gente está longe do nosso estado. Cada vez que a gente ouve uma música que nos relembra a nossa história, é maravilhoso. Então, o nosso Instituto Amazônia no Cerrado tem esse objetivo de sempre trazer a nossa cultura para que a gente sempre consiga ficar lembrando de tudo que representa a nossa Amazônia. Foi um show maravilhoso”, declarou

Mariete Costa agradeceu ainda ao Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) por ter ajudado a proporcionado, juntamente com o Instituto Amazônia no Cerrado, a noite dos cantos e encantos da floresta do grupo Gaponga.

Foto e vídeo: Raquel Moura