Leitores recomendam Do outro lado do sol, livro de Wilson Nogueira

A obra será lançada neste sábado (7/3), na livraria Valer Teatro, no largo de São Sebastião, em Manaus (AM).

Do outro lado do sol livro Wilson Nogueira

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 02/03/2026 às 22:07 | Atualizado em: 03/03/2026 às 03:24

Do outro lado do sol: um massacre no rio Andirá (Valer), novo livro do escritor Wilson Nogueira, é recepcionado com comentários que exaltam a importância, a originalidade e a estética textual desenvolvidas pelo autor.

A obra, que será lançada neste sábado (7/3), na livraria Valer Teatro, no largo de São Sebastião, em Manaus (AM), está há um mês nas livrarias físicas e virtuais parceiras da Editora Valer.

O romance inspirado no massacre de cinco meninas nipo-brasileiras e sua mãe, Teryuo Hidaka, que estava com um bebê de ventre, ocorrido em 1956, na boca do rio Andirá, no município de Barreirinha (AM).

Tanto a mãe quanto o pai das crianças, o senhor Munekazo Kimura, eram imigrantes japoneses do projeto de colonização de terras amazonenses, em 1930.

Os dois eram recasados e possuíam três crianças, cada, do primeiro casamento. As crianças massacradas são todas do segundo casamento.

A tragédia traz como pano de fundo a imigração japonesa para o Amazonas, nos anos de 1930, e suas consequências pessoais, sociais, políticas e econômicas entre sociedade distintas.

Com o estouro da Segunda Guerra Mundial, em 1940, os japoneses foram considerados inimigos das Nações Aliadas, coordenadas pelos Estados Unidos, contra o bloco do Eixo, liderado pela Alemanha nazifascista.

Por isso, os que habitavam a Vila Amazônia, base científica do projeto de colonização, foram capturados e levados para Tomé Açu (PA), campo de concentração disfarçado

No pós-guerra, os japoneses que ficaram em Parintins desenvolveram a juta amazônica, vegetal cuja fibra era largamente usada na sacaria para o café, então principal item de exportação do Brasil.

A juta amazônica soergueu a economia do Amazonas, que estava arrasada desde a segunda década segundo década do século 20, com o esvaziamento da produção da borracha da seringueira, que passou a ser comercialmente mais viável na Ásia.

Recepção

“Da agonia de ser imigrante à perseguição dos japoneses no interior da Amazônia, são as palavras de esperança da senhora Teruyo, espalhadas neste livro, que insistem manter a luza acesa para anunciar, promover conhecimento, expor feridas e aprender que diante do fel da vida ainda podemos descobrir favos de mel.”

Ivânia Vieira, Professora da FIC/Ufam, Manaus (AM)

“Wilson Nogueiera nos brinda com uma obra que abrange a história, a tragédia de uma comunidade de imigrantes e a beleza de um texto de uma literatura madura e cheia de encanto”.

Abrahim Baze, historiador, escritor e presidente da Academia Amazonense de Letras (AAL).

“Terminei agora e gostei muito de ler o seu romance/reportagem (ou seria reportagem/romance?). A vida dos imigrantes japoneses no Brasil é um tema que passou a me interessar, sobretudo a partir da leitura de Corações Sujos, de Fernando Morais, ambientado em São Paulo, no calor da Segunda Guerra. No seu livro, o cenário se desloca para a Amazônia, porém ambos os contextos guardam certa correspondência. Leitura ligeira e atraente, que lembra o formato de um folhetim. Torço para que mais leitores conheçam a história de que pouquíssimas pessoas tiveram notícias, e que você se encarregou de nos contar. Parabéns!”

Ricardo Mello, Jornalista, Recife/PE

“Acabei de ler Do outro lado do sol; um massacre no rio Andirá. Muito bom, emocionante, trata da história dos imigrantes japoneses no contexto da realidade e do imaginário amazônicos. Gostei também dos personagens Taoca, Adolfo, Brilhante e acho que o Almofadinha é o autor, sempre bisbilhotando. Parabéns!”

Ilmar Martins, Pedagogo, Manaus/AM

“Em seu novo livro Do outro lado do sol: um massacre no rio Andirá, Nogueira retrata de forma singular a tragédia vivida pela família Hidaka/Kimura há setenta, no rio Andirá. Com sabedoria o escritor constrói a sua ficção a partir de toda uma pesquisa histórica e relatos das famílias descendentes de japoneses que vivenciaram a tragédia, em 1956. Escrever com sabedoria, eis o legado de Nogueira para a literatura, para a história e para a vida.”

Ricardo Ossame, Sociólogo e Professor, Manaus/AM

“Trata-se de um romance de pura sensibilidade. O mais fascinante é que ele costura fatos com uma narrativa envolvente. Algo que só alguém que domina as letras, como ele, consegue fazer. Parabéns e sucesso!”

Margarida Rodrigues. Profa. Dra. em Psicologia em Educação/Escritora.

“São fatos trágicos que realmente aconteceram nessa imensa Amazônia, agora contada pela ótica de um poeta, com linguagem harmoniosa, crivada de imaginação e ficção nas interlocuções dessa história.”

Reiko Muto, Professora e Pesquisadora da UFPA, Belém (PA)

“Do outro lado do sol: um massacre no rio Andirá nos possibilita conhecer as tantas vozes e rostos, às vezes esquecidos e anônimos que compuseram, e continuam a compor, a trágica e bela história da Amazônia.”

Isaac Mello, Filósofo e Professor, Rio Branco/AC

“O texto ainda se faz poético já na primeira página, na qual o autor fala do perfume das cerejeiras em flor que surgem nas lembranças do senhor Kimura momentos antes de defrontar-se com a tragédia em que parte da sua família foi dizimada.”

Leyla Leong, jornalista e escritora, Manaus/AM

“Do outro lado do sol é uma história impactante e envolvente, pois nos transporta para o cenário da imigração japonesa no Amazonas do século passado. Muitos de nós, brasileiros, desconhecemos a saga dos imigrantes japoneses, as dificuldades, os preconceitos e tragédias vividas por eles durante e após a Segunda Guerra Mundial, principalmente na Amazônia. É um livro de importância histórica e alto valor literário. Imperdível!”.

Meire Maria Abreu, escritora e professor de Língua Portuguesa e Literatura.

“Tive a oportunidade de lê-lo antes de ser impresso. Trata de um brutal massacre que abalou a comunidade japonesa na Amazônia. Entre suspeitos e as sombras da guerra à uma investigação que revela passado e presente entrelaçados. Enquanto isso, a história também apresenta um passado ancestral.”

Suzan Monteverde, doutoranda em Estudos de Cultura Contemporânea / UFMT.

Fotos: Divulgação

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