Constelação familiar equilibra corpo e mente, ensina Eneida Souza

Em entrevista, a consteladora Eneida Souza explica as três leis da terapia sistêmica e como a técnica atua como complemento na busca pelo bem-estar e cura emocional.

Constelação familiar equilibra corpo e mente, ensina Eneida Souza

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 01/06/2026 às 07:10 | Atualizado em: 01/06/2026 às 11:15

A busca pelo autoconhecimento e pela origem de conflitos internos tem levado cada vez mais pessoas a buscarem abordagens terapêuticas integrativas.

O funcionamento da constelação sistêmica familiar, desenvolvida pelo psicoterapeuta Bert Hellinger, foi o tema central de uma recente entrevista conduzida pelo radialista Pai Jô, no programa da radioweb Energia do Bem, de Belém.

A própria entrevista já foi uma conexão de energia amazônica entre o Pará, Fortaleza, no Ceará, e o Amazonas. 

A convidada especial, a consteladora sistêmica familiar e taróloga Eneida Souza, nasceu no Amazonas, gerou filhos no Pará e hoje vive no Ceará.

Eneida detalhou como a terapia enxerga o indivíduo não de forma isolada, mas como parte de um sistema muito maior: a sua própria família.

Segundo a especialista, o objetivo é identificar a raiz de doenças, bloqueios financeiros e conflitos de relacionamento, sem substituir os tratamentos médicos tradicionais, mas atuando em conjunto na liberação de travas emocionais.

As três leis sistêmicas

A base da constelação familiar se sustenta no que Bert Hellinger chamou de “ordens do amor”. A consteladora explicou didaticamente as três leis fundamentais que regem o equilíbrio humano:

Pertencimento: todos os membros de uma família têm o igual direito de pertencer. Nenhum indivíduo pode ser excluído, independentemente de suas atitudes ou histórico.

Hierarquia: quem veio antes tem precedência sobre quem veio depois. Pais vêm antes dos filhos; irmãos mais velhos vêm antes dos mais novos. O respeito a essa ordem garante que cada um ocupe o seu devido lugar de força no sistema.

Equilíbrio entre dar e receber: essencial sobretudo nas relações de casal ou entre amigos, onde deve haver paridade. A única exceção é a relação entre pais e filhos, onde os pais “dão” a vida, e a melhor forma de os filhos “retribuírem” é fazendo o melhor com a vida que receberam e, eventualmente, passando-a adiante.

O campo e a isenção de cunho religioso

Um ponto esclarecido durante a entrevista foi a mecânica da constelação. O trabalho ocorre através do “campo”, uma espécie de memória coletiva do sistema familiar. Nele, representantes ou bonecos manifestam as sensações físicas e emocionais da dinâmica oculta da família.

Eneida reforçou que a prática não possui qualquer relação com mediunidade, espiritismo ou incorporação, tratando-se de uma observação fenomenológica livre de julgamentos, intenções de salvação ou preconceitos. O foco é permitir que o paciente olhe para o seu destino e lide com o luto, perdas ou traumas de forma a liberar o fluxo de energia interrompido.

Além da constelação, a terapeuta também utiliza o tarô sistêmico, não com caráter adivinhatório, mas como uma ferramenta direta de análise psicológica para auxiliar em decisões cotidianas.

Conexões com o Amazonas

A entrevista também revelou a proximidade da especialista com a região amazônica. Eneida possui familiares na capital amazonense.

Ela confirmou que tem planos de estar em Belém no mês de outubro para acompanhar o Círio de Nazaré, abrindo a possibilidade de realizar vivências e atendimentos presenciais na cidade para o público local.

Atualmente, os atendimentos da consteladora ocorrem também no formato on-line, por meio de grupos de estudos semanais.

Foto: imagem gerada por IA