Caso Didja: mãe e irmão da sinhazinha são condenados por tráfico

Cleusimar e Ademar, donos da seita Pai, Mãe, Vida", pegaram quase 11 anos de prisão.

Caso Didja: mãe e irmão da sinhazinha são condenados por tráfico

Da redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/07/2026 às 09:12 | Atualizado em: 23/07/2026 às 13:13

A Justiça do Amazonas condenou, nesta quarta-feira (22), sete pessoas acusadas de integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024 após abuso da substância. As penas variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses de reclusão.

A sentença foi proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute). Conforme a decisão, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para distribuir e aplicar indiscriminadamente a cetamina, medicamento de uso veterinário com efeito alucinógeno.

Segundo a magistrada, as provas reunidas durante a instrução processual demonstraram a existência de uma associação criminosa estruturada para aquisição, distribuição e consumo da substância. Como informa o g1.

A nova condenação foi proferida exatamente dez meses após a Justiça anular uma sentença anterior relacionada ao mesmo processo. Na ocasião, o Ministério Público reconheceu falhas na condução do caso e solicitou o retorno da ação à primeira instância para regularização das provas periciais.

Com a correção das irregularidades, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para comprovar a materialidade dos crimes e a responsabilidade dos acusados.

De acordo com a sentença, Cleusimar Cardoso Rodrigues foi apontada como líder da associação criminosa e recebeu pena de 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado. O mesmo tempo de prisão foi imposto a Ademar Farias Cardoso Neto, identificado como o principal executor das atividades do grupo.

Também foram condenados o veterinário José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica MaxVet, a 10 anos e 4 meses de prisão por fornecer a cetamina; o personal trainer Hatus Moraes Silveira, a 10 anos e 5 meses, por atuar na intermediação e logística; e Verônica da Costa Seixas, gerente do grupo, a 10 anos de reclusão por auxiliar na aquisição e ocultação dos materiais.

Já Sávio Soares Pereira, funcionário de uma clínica veterinária, foi condenado a 9 anos de prisão em regime semiaberto por negociar a substância por meio de mensagens no WhatsApp. Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja Cardoso, recebeu pena de 8 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, por participar da logística para obtenção da droga e incentivar seu consumo.

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Foto: reprodução/Instagram