Bioeconomia consolida nova estratégia de desenvolvimento da Amazônia
Editais somam centenas de milhões de reais e articulam ciência, empresas e comunidades na construção de uma economia sustentável
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 21/02/2026 às 17:11 | Atualizado em: 21/02/2026 às 17:11
Em 2026, a bioeconomia tornou-se eixo central das políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com editais que somam centenas de milhões de reais e contemplam diferentes frentes de atuação.
Entre as principais iniciativas está a chamada conjunta da FAPESP e da Fapeam, que destina R$ 8 milhões a projetos bilaterais entre pesquisadores de São Paulo e do Amazonas.
A proposta é estruturar soluções em sociobiodiversidade, biotecnologia, descarbonização e economia circular, com potencial de impacto regional e inserção em cadeias de valor sustentáveis.
No campo empresarial, a Finep disponibiliza R$ 100 milhões em subvenção econômica por meio da Chamada Amazônia – Bioeconomia e Desenvolvimento Regional.
Em fluxo contínuo e sem exigência de faturamento mínimo, a linha busca estimular empresas instaladas na Amazônia Legal a desenvolver tecnologias e modelos de negócio voltados à conservação e à valorização da biodiversidade.
Complementando o ecossistema, o CBA OPEN II, do Centro de Bionegócios da Amazônia, aposta na oferta de infraestrutura laboratorial, mentoria e apoio técnico para startups com até dez anos de CNPJ. A estratégia é permitir que empresas em estágio inicial validem tecnologias antes de buscar escalonamento produtivo.
Já o edital AMABIO, estruturado pelo Banco da Amazônia em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento, direcionou recursos a cooperativas, associações e microempresas, com foco no fortalecimento institucional e na inovação em cadeias tradicionais da bioeconomia.
O conjunto das iniciativas revela uma arquitetura institucional diversificada, que cobre diferentes etapas da cadeia de inovação — da pesquisa básica à inclusão produtiva. O desafio agora é garantir coordenação entre os instrumentos para evitar sobreposição e fragmentação.
Se bem articuladas, portanto, as políticas podem criar um ciclo virtuoso capaz de gerar renda, impulsionar inovação tecnológica e consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável enraizado na floresta.
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