Amazônia: cientistas identificam sinais de adaptação à seca
Estudo aponta que a floresta já altera seu funcionamento diante do calor e da redução da disponibilidade de água.
Publicado em: 03/07/2026 às 09:02 | Atualizado em: 03/07/2026 às 09:07
A Floresta Amazônica já apresenta sinais de adaptação ao aumento das temperaturas e à redução da disponibilidade de água no solo. A conclusão é de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
Os cientistas analisaram imagens de satélite coletadas ao longo de 40 anos e cruzaram essas informações com medições em campo. Os dados mostram que as mudanças são mais intensas no sul e no leste da Amazônia, regiões historicamente mais afetadas pela seca e pela pressão da ação humana.
Segundo os pesquisadores, a floresta vem adotando características típicas de vegetações mais secas como estratégia para enfrentar o estresse hídrico. As alterações foram observadas principalmente nas folhas das árvores, que passaram a apresentar maior tolerância à falta de água.
O estudo alerta que esse processo pode reduzir a capacidade da Amazônia de capturar carbono, aumentar o risco de incêndios e comprometer a produtividade da floresta. Também pode afetar o regime de chuvas em diferentes regiões do país.
Os autores ressaltam, no entanto, que os resultados não indicam uma transformação definitiva da floresta em áreas abertas, mas reforçam a necessidade de ampliar o monitoramento dos impactos das mudanças climáticas sobre o maior bioma tropical do planeta.
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