Amazônia: cachorro fantasma prefere áreas de floresta preservadas

Pesquisadores fazem registro histórico do animal silvestre de rara aparição.

Publicado em: 26/06/2026 às 12:07 | Atualizado em: 26/06/2026 às 12:12

Um dos animais mais raros da Amazônia voltou a chamar a atenção dos pesquisadores. Conhecido como cachorro fantasma, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas foi registrado em um estudo realizado na Bolívia que reuniu o maior conjunto de imagens já obtido da espécie.

Com o auxílio de armadilhas fotográficas instaladas na floresta, os pesquisadores captaram 4.635 fotografias e identificaram 594 registros independentes do animal. Assim, o levantamento reforça que a espécie está fortemente associada a áreas preservadas da Amazônia.

Segundo o estudo, o cachorro fantasma prefere florestas maduras, especialmente as de terra firme, localizadas em regiões afastadas dos rios e livres de alagamentos.

Além disso, os pesquisadores concluíram que o animal depende de ambientes conservados, o que reforça a importância da preservação da vegetação amazônica.

Hábitos

Nesse sentido, as imagens obtidas com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS) ajudaram a esclarecer outro aspecto pouco conhecido da espécie: seus hábitos diurnos.

Cerca de 72% dos registros ocorreram durante o dia, principalmente nas primeiras horas da manhã.

Discreto e de difícil observação, o cachorro fantasma raramente aparece para os pesquisadores. Esse comportamento mantém a espécie cercada por muitas dúvidas, mesmo após décadas de estudos.

Em relação às características físicas, o animal possui focinho semelhante ao das raposas, pelagem em tons de cinza ou marrom-avermelhado e orelhas arredondadas. Pode pesar entre 6,5 e 10 quilos.

Outra peculiaridade são as patas parcialmente palmadas, com membranas entre os dedos, adaptação incomum entre os canídeos amazônicos e normalmente associada a espécies com maior contato com a água.

Os pesquisadores avaliam que o cachorro fantasma pode ser mais comum do que se imaginava em áreas bem preservadas da Amazônia. A dificuldade para encontrá-lo estaria ligada ao comportamento discreto da espécie e à baixa presença humana nesses ambientes.

Saiba mais na CNN.

Leia mais

Foto: reprodução/@w_endo – iNaturalist/CNN