Aécio é “fritado” no Senado e se articula para não ser processado

Publicado em: 05/07/2017 às 12:55 | Atualizado em: 05/07/2017 às 12:55

A apatia dos poucos senadores presentes num plenário vazio pela metade mostrou a Aécio Neves (PSDB-MG), nesta terça-feira 4, que ele morreu politicamente.

Havia poucos senadores no plenário durante seu discurso de defesa – mesmo com o chamamento de assessores por telefone para outros gabinetes.

A ponto de dois deputados aliados – Sávio (PSDB-MG) e Carlos Meles (DEM-MG) – e um neutro, Miro Teixeira (Rede-RJ) formaram quórum ao sentarem em cadeiras dos senadores.

Após discurso de defesa, poucas e tímidas palmas – entre elas a do chanceler Aloysio Nunes – que deixou o Itamaraty apenas para acompanhar o discurso. E semblantes indiferentes.

Foi um cenário bem diferente de quando reassumiu o mandato após a derrota para Dilma Rousseff.

 

Conselho de Ética

Depois de ficar afastado do Senado por 45 dias, Aécio reassumiu o mandato, nesta terça (4), com discurso no plenário. Ele passou a trabalhar nos bastidores para manter o arquivamento da representação contra ele no Conselho de Ética.

O senador tucano já conta com o apoio de vários setores do Senado que temem que o prosseguimento da ação acabe tendo um efeito cascata sobre outros parlamentares, também na mira da Lava-Jato. Esse argumento tem sido utilizado pelo próprio Aécio nessas conversas.

Em junho, o presidente do Conselho, senador João Alberto (PMDB-MA) decidiu arquivar a representação de forma monocrática. Mas cinco senadores do Conselho recorreram da decisão. A nova análise do caso será feita nesta quinta-feira (6), com votação no colegiado.

“A pressão é grande para arquivar essa representação e tem acirrado ânimos no próprio Conselho”, disse ao blog o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), integrante do conselho.

Fonte: Último Segundo/IG e G1

 

Foto: Agência Senado