Temer mantém silêncio sobre massacre em cadeia do Amazonas

Publicado em: 04/01/2017 às 12:17 | Atualizado em: 04/01/2017 às 12:20

Mesmo após três dias do massacre de presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o presidente Michel Temer (PMDB) mantém silêncio público sobre o assunto. Nesta quarta-feira, dia 4, o papa Francisco fez orações pelas vítimas da rebelião no presídio de Manaus.

O silêncio do Planalto é questionado até mesmo por grandes jornais do país, como a Folha de S.Paulo. “A demora do peemedebista não se verificou no massacre de Campinas que deixou 12 mortos. Ele fez questão de lamentar o ocorrido nas redes sociais e manifestar pesar as famílias”, diz a publicação. O fato é tão grave que a Organização das Nações Unidas (ONU) também fez manifestação pública sobre o tema.

Na tarde do dia 1º de janeiro deste ano, presos do Compaj iniciaram um motim no complexo, após dezenas de presos terem fugido de outra unidade prisional situada nas imediações do Compaj, o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado do Amazonas, a rebelião foi motivada por briga entre as facções criminosas Família do Norte (FDN), suposta líder do motim, e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo foram 56 presos mortos no massacre segundo números oficiais, o que se tornou o segundo pior na história dos presídios brasileiros perdendo apenas para o massacre Carandiru, quando 111 detentos foram mortos na década de 1990. Veja a reportagem da Folha de S.Paulo.

 

Foto: Agência Estado