TSE decide se campanhas podem usar ‘livesmícios’ de artistas
Em parecer, o MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou a rejeição à liberação
Publicado em: 28/08/2020 às 10:25 | Atualizado em: 28/08/2020 às 10:27
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa a julgar hoje se as transmissões online de shows, sem público, podem ser utilizadas durante a campanha eleitoral.
A princípio, esse formato foi apelidado de “livemícios”, em referência aos showmícios que aconteciam até 2006.
No início de agosto, o PSOL entrou com uma consulta à Corte sobre a realização de lives eleitorais gratuitas.
À Folha, a produtora Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso, explicou que desejaria fazer um “livemício”. Esta, portanto, seria para a chapa de Guilherme Boulos e Luiza Erundina (PSOL-SP) em setembro.
O plenário vai fazer hoje uma sessão extraordinária para decidir sobre o tema. No entanto em parecer, o MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou a rejeição à liberação.
Em parecer enviado ao TSE no dia 18 de agosto, o órgão argumenta que os showmícios foram proibidos para que “o debate político passasse a ser o centro das reuniões em que os candidatos estivessem presentes durante a realização de atos de campanha”.
Os “livemícios”, então, desvirtuariam este propósito, por isso sugere resposta negativa ao questionamento.
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Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
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