Nova rodada de negociação para salvar bilionário Fundo Amazônia
Publicado em: 01/07/2019 às 16:06 | Atualizado em: 01/07/2019 às 16:06
O destino do bilionário Fundo Amazônia está na agenda do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para ser discutida com as embaixadas de Alemanha e Noruega, nesta semana, conforme publica na Folha a jornalista Mônica Bergamo.
Os estados já abocanharam R$ 359 milhões do fundo para implementar o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Os dois países bancam o fundo e resistem a mudanças que o governo brasileiro pretende fazer na gestão do fundo, diminuindo o número de conselheiros de 24 para 7 e deixando o governo em maioria em sua composição.
As duas embaixadas já se posicionaram publicamente contra as mudanças.
O governo admite ceder, mas insiste em dar um caráter mais enxuto e “executivo” ao colegiado.
A Noruega já colocou R$ 3 bilhões no fundo. A Alemanha, R$ 192 milhões. E o Brasil, apenas R$ 17 milhões.
De acordo com a Folha, o Fundo Amazônia foi uma ferramenta importante para o Código Florestal de 2012.
Desde o início da nova legislação, estados brasileiros receberam cerca de R$ 359 milhões para implementação do CAR (Cadastro Ambiental Rural), a primeira etapa do código.
É através do CAR que os proprietários detalham a composição de suas propriedades, o que permite monitoramento, controle e combate ao desmatamento (foto), fator diretamente ligado ao Fundo Amazônia – quanto menores são as taxas de desmate no país, mais dinheiro é doado ao fundo por Noruega e Alemanha.
O Fundo Amazônia virou alvo de debate e especulação depois que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou, em maio, ter encontrado irregularidades no fundo e querer mudá-lo.
Uma das modificações pretendidas por Salles seria a diminuição da estrutura do Cofa (Comitê Orientador do Fundo Amazônia), com aumento de força do governo federal no comitê.
Em carta, os países doadores do fundo defendem a estrutura atual do Cofa e afirmam que as auditorias feitas no fundo não encontraram sinais de irregularidades.
Foto: Reprodução/Radio Web Coopnews
