PL do Amapá barra indígena bolsonarista cassada, que denuncia racismo
Barrada pela cúpula sob justificativa jurídica, ex-deputada acusa o PL de racismo estrutural e amplia desgaste eleitoral de Flávio Bolsonaro.
Publicado em: 21/07/2026 às 19:22 | Atualizado em: 21/07/2026 às 19:22
A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República sofreu mais um duro golpe nesta segunda-feira (20/07). Em uma convenção partidária marcada por forte tensão no Amapá, o Partido Liberal rachou publicamente após a cúpula da sigla vetar a candidatura da ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP). O bate-boca expôs divergências profundas e resultou em duras acusações de racismo e “golpe” dirigidas à própria direção do partido.
Durante o evento, dirigentes do PL defenderam diante dos filiados que a decisão de barrar a ex-deputada estava “juridicamente amparada” por pareceres técnicos.
O argumento central da comissão executiva foi o de preservar a segurança jurídica da chapa inteira, alegando que o lançamento de uma candidatura com alto risco de indeferimento poderia comprometer os demais candidatos da legenda.
Sílvia Waiãpi teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a irregularidades no uso de recursos do Fundo Eleitoral na campanha de 2022.
Reação e Acusações de Racismo
Ao tomar conhecimento da decisão no próprio plenário, Sílvia Waiãpi reagiu com veemência.
A ex-deputada afirmou ter apresentado todas as certidões legais exigidas para a disputa e acusou os dirigentes de estarem promovendo um “golpe” interno.
Waiãpi atribuiu o veto a motivações discriminatórias e políticas, classificando o episódio como um ato de “racismo estrutural” contra uma “mulher indígena, conservadora e de direita”.
A crise no Amapá se soma a uma sucessão de reveses enfrentados pela pré-candidatura de Flávio Bolsonaro nos estados.
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Em vez de consolidar palanques e demonstrar unidade partidária, o PL volta ao centro dos holofotes nacionais consumido por disputas internas, enquanto suas principais figuras públicas trocam acusações gravíssimas de discriminação e manobras antidemocráticas.
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Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
