Câmara entra em recesso sem punir sequestradores da mesa
Quase um ano após protesto que paralisou os trabalhos legislativos, processos disciplinares seguem sem desfecho e ficam para depois do recesso
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/07/2026 às 09:35 | Atualizado em: 17/07/2026 às 09:35
A Câmara dos Deputados iniciou o recesso parlamentar sem concluir a análise dos processos disciplinares contra deputados bolsonaristas que ocuparam a mesa diretora da casa e interromperam os trabalhos legislativos há quase um ano.
A expectativa entre lideranças é que o assunto só volte à pauta no segundo semestre ou até mesmo após as eleições.
A ocupação ocorreu durante um protesto da oposição e impediu o funcionamento regular do Congresso.
Na época, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a ação como inaceitável e chegou a afirmar que medidas disciplinares seriam adotadas contra os envolvidos.
Leia mais
Alberto Neto e outros bolsonaristas são acusados de sequestrar Congresso
Sem resposta institucional
A ausência de uma decisão do conselho de ética ou da mesa diretora mantém sem desfecho um episódio que atingiu diretamente o funcionamento do poder Legislativo.
Para críticos da demora, a falta de uma conclusão transmite a percepção de que condutas que interrompem os trabalhos parlamentares podem permanecer sem responsabilização institucional.
O caso volta ao debate justamente quando a Câmara suspende as atividades legislativas do primeiro semestre, adiando novamente uma definição sobre a responsabilização dos parlamentares envolvidos.
Leia a reportagem completa no jornal O Globo.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
