Polícia de Tarcísio só liga câmera após matar diácono

Morte de líder religioso durante abordagem policial provoca protestos na zona Leste de São Paulo; caso é investigado

Publicado em: 15/07/2026 às 20:33 | Atualizado em: 15/07/2026 às 20:33

O diácono José Carlos da Rocha Sobrinho, de 43 anos, morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) no bairro São Rafael, na zona Leste de São Paulo. Segundo a corporação, ele teria apontado uma arma contra os policiais, que reagiram aos disparos.

O caso, porém, levanta questionamentos porque as câmeras corporais dos agentes envolvidos foram acionadas apenas após os tiros, deixando sem registro o momento em que, segundo a versão oficial, ocorreu o suposto confronto. Também não há imagens de câmeras externas nem testemunhas que confirmem a dinâmica apresentada pela PM.

José Carlos foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, ele não resistiu aos ferimentos.

Sob o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a PM informou que a vítima possuía antecedentes criminais e uma pistola calibre .380, apreendida no local.

A morte provocou protestos de moradores, que bloquearam trechos da Avenida Jacu-Pêssego e incendiaram barricadas. Em nota, a Assembleia de Deus Jeová Rapha, onde José Carlos atuava como diácono, destacou seu “legado de fé, dedicação, humildade e amor ao próximo”.

O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Corregedoria da PM. Perícias foram solicitadas ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

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Foto: reprodução