Caminhoneiros convocam paralisação nacional para pressionar Senado
Movimento liderado por Wallace Landim cobra votação da MP que reforça piso mínimo do frete e prevê anistia a multas; texto perde validade na quinta-feira
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 12/07/2026 às 21:56 | Atualizado em: 12/07/2026 às 21:57
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, convocou uma paralisação nacional dos caminhoneiros a partir da 0h desta segunda-feira (13), com foco nas operações dos portos.
A mobilização tem como objetivo pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, a MP do frete mínimo.
Segundo a entidade, a paralisação ocorre após duas semanas de negociações em Brasília sem que a proposta fosse incluída na pauta do plenário. Apesar da expectativa de que o texto possa ser analisado na terça-feira (14), a orientação de Landim é para que os motoristas permaneçam parados e não iniciem viagens até que a votação seja efetivamente confirmada.
A MP tem caráter de urgência e perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja aprovada pelos senadores. O movimento atribui diretamente a Alcolumbre a responsabilidade por uma eventual greve nacional, enquanto representantes do agronegócio e da indústria atuam para barrar a proposta, sob o argumento de que ela elevaria os custos logísticos.
A Medida Provisória foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 6/2026 e traz mudanças para o setor de transportes. Entre os principais pontos está o reforço do piso mínimo do frete e a concessão de anistia a multas aplicadas em manifestações anteriores da categoria.
O texto também estabelece um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que atuam em operações de longa distância, definidas como aquelas em que o trabalhador permanece mais de 24 horas fora da base de origem.
A proposta é considerada uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, mas enfrenta resistência de segmentos empresariais preocupados com o impacto econômico da medida.
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Foto: divulgação
